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Frutiger Linotype, Haettenschweiler
(os ALQUMISTAS não chegaram)



ilha de caras y bocas aos exus caetesia/nus.
debaixo dos cara/cus dos seus cuelhos
Havia ua’mãe y 2 filhinhos,
“Piolha” y “Fo and tolog lendinha’s”.
a fazer ua louve/ação
pro que deve ser love/ado,
cira love/ado.

“... era uma barata kafkiana chamada Anne,
apar^^enciaSSustadoravaSSaladora tinha uma verdadeira paix~~ao
por um tal inseticida binladen seu conteŽŽudo biolŽŽogico~,
puro antraz : bactŽŽeria mortal, pobre manteŽŽudo conhecido terrorista de má/dames, polŽŽitico isl~~a/mico & CIA y falsŽŽario, salafrŽŽario sobrenome ano,
procurado, talvez ribamar or poderia ser atŽŽe cardozo, diziam as mŽŽas lŽŽinguas cultas, que nas noites xulas y trigueiras, entre baratos ratos cães y gatos sŽŽo atendia por condolessa, seu boy friend apelidava se de garotinho alcunha rosinha, se n~~ao fosse daqui seria’mericano, mexi/cano: adoraria ser a bruxa de blair, ir/m~~ã de tio sam chamaria bush de canh~~ao ou mŽŽissel misses sŽŽo no plinton y leminsky partidŽŽario do DDT sigla de vŽŽarios senadores de putados demo’c’ratas repu’blicanos estadistas militares ministros governa’dores pré’feitos ver’e a dores eleitores de todos bons e maus partidos, valia o ecstasy- tudo era puro esctasy...”
(Don Juan du Mayo- 2000)



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On October 18 2006 3 Views



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veraneio On 18/10/2006

tradução: Cláudio Willer Ginsberg numa passeata "maconha é um barato"Malest cornifici tuo catullo Estou feliz, Kerouac, seu louco allen finalmente conseguiu: achou um cara novo e minha imagem de um garoto eterno passeia pelas ruas de San Francisco, lindo, e me encontra as cafeterias e me ama. Ah, não pense que estou maluco. É duro comer merda, sem ter visões; quando eles me olham, para mim é o Paraíso. tradução: Cláudio willer


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veraneio On 18/10/2006

que sonharam e abriram brechas encarnadas no Tempo & Espaço através de imagens justapostas e capturaram o arranjo da alma entre 2 imagens visuais e reuniram os verbos elemen- tares e juntaram o substantivo e o choque de consciência saltando numa sensação de Pater Omnipotens Aeterni Deus, para recriar a sintax e a medida da pobre prosa humana e fica- ram parados à sua frente, mudos e inteligentes e trêmulos de vergonha, rejeitados todavia expondo a alma para com- formar-se ao ritmo do pensamento na sua cabeça nua e infinita, o vagabundo louco e Beat angelical no Tempo, desconhecido mas mesmo assim deixando aqui o que houver para ser dito no tempo após a morte, e se reergueram reencarnados na roupagem fantasmagórica do jazz no espectro de trompa dourada da banda musical e fizeram soar o sofrimento da mente nua da América pello amor num grito de saxofone de eli eli lama lama sabactani que fez com que as cidades tremessem até seu último rádio, com o coração absoluto do poema da vida arrancado para fora dos seus corpos para comer por mais mil anos. (...)


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veraneio On 18/10/2006

Pilgrim State, Rockland, Greystone, seus corredores fétidos, bri- gando com os ecos da alma, agitando-se e rolando e balan- çando no banco de solidão à meia-noite dos domínios de mausoléu druídico do amor, o sonho da vida um pesa- delo, corpos transformados em pedras tão pesadas quanto a lua, com a mãe finalmente ****** e o último livro fantástico atirado pela janela do cortiço e a última porta fechada às 4 da madrugada e o último telefone arremessado contra a pare- de em resposta e o último quarto mobiliado esvaziado até a última peça de mobília mental, uma rosa de papel ama- relo retorcida num cabide de arame do armário e até mês- mo isso imaginário, nada mais que um bocadinho espe- rançoso de alucinação – ah, carl, enquanto você não estiver a salvo eu não estarei a salvo e agora você está inteiramente mergulhado no caldo animal total do tempo – e que por isso correram pelas ruas geladas obcecados por um súbito clarão da alquimia do uso da elípse do catálogo do metro & do pano vibratório


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veraneio On 18/10/2006

que exigiram exames de sanidade mental acusando o rádio de hipnotismo & foram deixados com sua loucura & suas mãos & um júri suspeito, que jogaram salada de batata em conferencistas da Universidade de Nova York sobre Dadaísmo e em seguida se apresen- taram nos degraus de granito do manicômio com cabeças raspadas e fala de arlequim sobre suicídio, exigindo lobo tomia imediata, e que em lugar disso receberam o vazio concreto da insulina me- trasol choque elétrico hidroterapia psicoterapia terapia ocupacional pingue-pongue, mergulhando logo a seguir na cata- tonia, voltando anos depois, realmente calvos exceto uma peruca de sangue e lágrimas e dedos para a visível condenação de louco nas celas das cidades-manicômios do Leste,


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veraneio On 18/10/2006

que caíram de joelhos em catedrais sem esperança rezando por sua salvação e luz e peito até que a alma iluminasse seu cabelo por um segundo, que se arrebentaram nas suas mentes na prisão aguardando impossíveis criminosos de cabeça dourada e o encanto da realidade nos seus corações que entoavam suaves blues de Alcatraz, que se recolheram ao México para cultivar um vício ou as Montanhas Rochosas para o suave Buda ou Tanger para os garotos ou Pacífico Sul para a locomotiva negra ou Harvard para Narciso para o cemitério de Woodlawn para a coroa de flores para o túmulo,


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veraneio On 18/10/2006

que guiaram atravessando o país durante setenta e duas horas para saber se eu tinha tido uma visão ou se você tinha tido uma visão ou se ele tinha tido uma visão para descobrir a Eternidade, que viajaram para Denver, que morreram em Denver, que retornaram a Denver & esperaram em vão, que espreitaram Denver & ficaram parados pensando & solitários em Den- ver e finalmente partiram para descobrir o Tempo & agora Denver está saudosa dos seus horóis,


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veraneio On 18/10/2006

que se jogaram da ponte do Brookllyn, isto realmente aconteceu e partiram esquecidos e desconhecidos para dentro da espectral confusão das ruelas de sopa & carros de bombei ros de Chinatown, nem mesmo uma cerveja de graça, que cantaram desesperados nas janelas, jogaram-se pela janela do metrô, saltaram no imundo rio Passic, pularam nos braços dos negros, choraram pela rua afora, dançaram sobre garrafas quebradas de vinho descalços arrebentando nostálgicos discos de jazz europeu dos anos 30 na Ale- manha, terminaram o Whisky e vomitaram gemendo no toalete sangrento, lamentações nos ouvidos e o sopro de colossais apitos a vapor, que mandaram brasa pelas rodovias do passado viajando pela solidão da vigília de cadeia do Golgota de carro envene nado de cada um ou então a encarnação do Jazz de Birmin- gham,


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veraneio On 18/10/2006

que se atiraram sob caminhões de carne em busca de um ovo, que jogaram seus relógios do telhado fazendo seu lance de aposta pela Eternidade fora do Tempo & despertadores caíram nas suas cabeças por todos os dias da década seguinte, que foram queimados vivos em seus inocentes ternos de flanela em Madison Avenue no meio das rajadas de versos de chumbo & o contido estrondo dos batalhões de ferro da moda & os guinchos de nitroglicerina das bichas da propa- ganda & o gás mostarda de sinistros editores inteligentes ou foram atropelados pelos táxis bêbados da Realidade Absoluta,


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veraneio On 18/10/2006

que choraram diante do romance das ruas com seus carrinhos de mão cheios de cebola e péssima música, que ficaram sentados em caixotes respirando a escuridão sob a ponte e ergueram-se para construir clavicêmbalos nos seus sótãos, que tossiram num sexto andar do Harlem coroado de chamas tuberculoso rodeados pelos caixotes de laranja sob um céu da teologia, que rabiscaram a noite toda deitando e rolando sobre invocações sublimes que ao amanhecer amarelado revelaram-se versos de tagarelice sem sentido, que cozinharam animais apodrecidos, pulmão coração pé rabo borsht & tortillas sonhando como o puro reino vegetal,


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veraneio On 18/10/2006

que se apagaram em longos filmes sórdidos, foram transportados em sonho, acordaram num Manhattan súbito e consegui- ram voltar com uma impiedosa ressaca de adegas de Tokay e o horror dos sonhos de ferro da Terceira Aveni- da & cambalearam até as agências de emprego, que caminharam a noite toda com os sapatos cheios de sangue pelo cais coberto por montões de neve, esperando que se abrisse uma porta no East River dando num quarto cheio de vapor e ópio, que criaram grandes dramas suicidas nos penhascos de aparta- mentos de Hudson à luz de holofote anti-aéreo da lua & suas cabeças receberão coroa de louro no esquecimento, que comeram o ensopado de cordeiro da imaginação ou digeri- ram o caranguejo do fundo lodoso dos rios de Bovery,


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veraneio On 18/10/2006

que adoçaram trepadas de um milhão de garotas trêmulas ao anoitecer, acordaram de olhos vermelhos no dia seguin- te mesmo assim prontos para adoçar trepadas na aurora, bundas luminosas nos celeiros e nus no lago, que foram transar em Colorado numa miríade de carros roubados à noite, N.C. herói secreto destes poemas , garanhão e Adonis de Denver - prazer ao lembrar de suas incontáveis trepadas com garotas em terrenos baldios e pátios dos fundos de restaurantes de beira de estrada, raquíticas filei- ras de poltronas de cinema, picos de montanha, cavernas ou com esquálidas garçonetes no familiar levantar de saias solitário á beira da estrada & especialmente secretos solip- sismos de mictórios de postos de gasolina & becos da cidade natal também,


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veraneio On 18/10/2006

que transaram pela manhã e ao cair da tarde em roseirais, na grama de jardins públicos e cemitérios, espalhando livre- mente seu sêmem para quem quisesse vir, que soluçaram interminavelmente tentando gargalhar mas acaba- ram choramingando atrás de um tabique de banho turco onde o anjo loiro e nu veio atravessá-los com sua espada, que perderam seus garotos amados para as tres megeras do destino, a megera caolha do dólar heterossexual, a megera caolha que pisca de dentro do ventre e a megera caolha que só sabe ficar plantada sobre sua bunda retalhando os dourados fios do tear do artesão, que copularam em êxtase insaciável com uma garrafa de cerveja, uma namorada, um maço de cigarros, uma vela, e caíram da cama e continuaram pelo assoalho e pelo corredor e terminaram desmaiando contra a parede com uma visão da buceta final e acabaram sufocando um derradeiro lampejo de consciência,


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veraneio On 18/10/2006

que caíram em prantos em brancos ginásios desportivos, nus e trêmulos diante da maquinaria de outros esqueletos, que morderam policiais no pescoço e berraram de prazer nos carros de presos por não terem cometido outro crime a não ser sua transação pederástica e tóxica, que uivaram de joelhos no Metrô e foram arrancados do telha- do sacudindo genitais e manuscritos, que se deixaram foder no rabo por motociclistas santificados e urraram de prazer, que enrabaram e foram enrabados por estes serafins humanos, os marinheiros, carícias de amor atlântico e caribeano,


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veraneio On 18/10/2006

que desapareceram nos vulcões do México nada deixando além da sombra das suas calças rancheiras e a lava e a cinza da poesia espalhadas na lareira de Chicago, que reapareceram na Costa Oeste investigando o FBI de barba e bermudas com grandes olhos pacifistas e sensuais nas suas peles morenas, distribuindo folhetos ininteligíveis, que apagaram cigarros acesos nos seus braços protestando contra o nevoeiro narcótico de tabaco do capitalismo, que distribuíram panfletos supercomunistas em Union Suare, chorando e despindo-se enquanto as sirenes de Los Alamos os afugentavam gemendo mais alto que eles e gemiam pela Wall Street e também gemia a balsa da Staten Is- land,


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veraneio On 18/10/2006

que estudaram Plotino, Poe, São João da Cruz, telepatia e bop-cabala pois o Cosmos instintivamente vibrava a seus pés em Kansas, que passaram solitários pelas ruas de Idaho procurando anjos í ndios e visionários, que só acharam que estavam loucos quando Baltimore apareceu em êxtase sobrenatural, que pularam em limusines com o chinês de Oklahoma no impul- so da chuva de inverno na luz da rua da cidade pequena à meia-noite, que vaguearam famintos e sós por Houston procurando jazz ou sexo ou rango e seguiram o espanhol brilhante para conversar sobre América e Eternidade, inútil tarefa, e assim embarcaram num navio para a África,


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unknown - 27/04
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