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na Terra



deitado espancado
louco
por este escândalo
flor
bela
minh’a
última’ravilha
desabrochada e’meus braços
e’meus dedos
flor-camarão flor-cheirosa flor-da-abissínia
flor-da-cachoeira flor-da-esperança
flor-d'água
flor-da-imperatriz
flora-riquense
desta ilíada
dos 7 mares
o
revolto’
ceano de seus olhos molhados
flor’esta
flor bela qu’espanca
minhas brancas páginas


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On July 27 2006 2 Views



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veraneio On 27/07/2006

(...)ah, carl, enquanto você não estiver a salvo eu não estarei a salvo e agora você está inteiramente mergulhado no caldo animal total do tempo – e que por isso correram pelas ruas geladas obcecados por um súbito clarão da alquimia do uso da elípse do catálogo do metro & do pano vibratório que sonharam e abriram brechas encarnadas no Tempo & Espaço através de imagens justapostas e capturaram o arranjo da alma entre 2 imagens visuais e reuniram os verbos elementares e juntaram o substantivo e o choque de consciência saltando numa sensação de Pater Omnipotens Aeterni Deus,para recriar a sintax e a medida da pobre prosa humana e ficaram parados à sua frente, mudos e inteligentes e trêmulos de vergonha, rejeitados todavia expondo a alma para conformar-se ao ritmo do pensamento na sua cabeça nua e infinita,o vagabundo louco e Beat angelical no Tempo, desconhecido mas mesmo assim deixando aqui o que houver para ser dito no tempo após a morte,e se reergueram reencarnados na roupagem fantasmagórica do jazz no espectro de trompa dourada da banda musical e fizeram soar o sofrimento da mente nua da América pello amor num grito de saxofone de eli eli lama lama sabactani que fez com que as cidades tremessem até seu último rádio,com o coração absoluto do poema da vida arrancado para fora dos seus corpos para comer por mais mil anos.


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veraneio On 27/07/2006

que tossiram num sexto andar do Harlem coroado de chamas tuberculoso rodeados pelos caixotes de laranja sob um céu da teologia, que rabiscaram a noite toda deitando e rolando sobre invocações sublimes que ao amanhecer amarelado revelaram-se versos de tagarelice sem sentido, que cozinharam animais apodrecidos, pulmão coração pé rabo borsht & tortillas sonhando como o puro reino vegetal, que se atiraram sob caminhões de carne em busca de um ovo, que jogaram seus relógios do telhado fazendo seu lance de aposta pela Eternidade fora do Tempo & despertadores caíram nas suas cabeças por todos os dias da década seguinte, que foram queimados vivos em seus inocentes ternos de flanela em Madison Avenue no meio das rajadas de versos de chumbo & o contido estrondo dos batalhões de ferro da moda & os guinchos de nitroglicerina das bichas da propa- ganda & o gás mostarda de sinistros editores inteligentes ou foram atropelados pelos táxis bêbados da Realidade Absoluta, que se jogaram da ponte do Brookllyn, isto realmente aconteceu e partiram esquecidos e desconhecidos para dentro da espectral confusão das ruelas de sopa & carros de bombei ros de Chinatown, nem mesmo uma cerveja de graça,


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veraneio On 27/07/2006

que se apagaram em longos filmes sórdidos, foram transportados em sonho, acordaram num Manhattan súbito e consegui- ram voltar com uma impiedosa ressaca de adegas de Tokay e o horror dos sonhos de ferro da Terceira Aveni- da & cambalearam até as agências de emprego, que caminharam a noite toda com os sapatos cheios de sangue pelo cais coberto por montões de neve, esperando que se abrisse uma porta no East River dando num quarto cheio de vapor e ópio, que criaram grandes dramas suicidas nos penhascos de aparta- mentos de Hudson à luz de holofote anti-aéreo da lua & suas cabeças receberão coroa de louro no esquecimento, que comeram o ensopado de cordeiro da imaginação ou digeri- ram o caranguejo do fundo lodoso dos rios de Bovery, que choraram diante do romance das ruas com seus carrinhos de mão cheios de cebola e péssima música, que ficaram sentados em caixotes respirando a escuridão sob a ponte e ergueram-se para construir clavicêmbalos nos seus sótãos,


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veraneio On 27/07/2006

que copularam em êxtase insaciável com uma garrafa de cerveja, uma namorada, um maço de cigarros, uma vela, e caíram da cama e continuaram pelo assoalho e pelo corredor e terminaram desmaiando contra a parede com uma visão da buceta final e acabaram sufocando um derradeiro lampejo de consciência, que adoçaram trepadas de um milhão de garotas trêmulas ao anoitecer, acordaram de olhos vermelhos no dia seguin- te mesmo assim prontos para adoçar trepadas na aurora, bundas luminosas nos celeiros e nus no lago, que foram transar em Colorado numa miríade de carros roubados à noite, N.C. herói secreto destes poemas , garanhão e Adonis de Denver - prazer ao lembrar de suas incontáveis trepadas com garotas em terrenos baldios e pátios dos fundos de restaurantes de beira de estrada, raquíticas filei- ras de poltronas de cinema, picos de montanha, cavernas ou com esquálidas garçonetes no familiar levantar de saias solitário á beira da estrada & especialmente secretos solip- sismos de mictórios de postos de gasolina & becos da cidade natal também,


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veraneio On 27/07/2006

que caíram em prantos em brancos ginásios desportivos, nus e trêmulos diante da maquinaria de outros esqueletos, que morderam policiais no pescoço e berraram de prazer nos carros de presos por não terem cometido outro crime a não ser sua transação pederástica e tóxica, que uivaram de joelhos no Metrô e foram arrancados do telha- do sacudindo genitais e manuscritos, que se deixaram foder no rabo por motociclistas santificados e urraram de prazer, que enrabaram e foram enrabados por estes serafins humanos, os marinheiros, carícias de amor atlântico e caribeano, que transaram pela manhã e ao cair da tarde em roseirais, na grama de jardins públicos e cemitérios, espalhando livre- mente seu sêmem para quem quisesse vir, que soluçaram interminavelmente tentando gargalhar mas acaba- ram choramingando atrás de um tabique de banho turco onde o anjo loiro e nu veio atravessá-los com sua espada, que perderam seus garotos amados para as tres megeras do destino, a megera caolha do dólar heterossexual, a megera caolha que pisca de dentro do ventre e a megera caolha que só sabe ficar plantada sobre sua bunda retalhando os dourados fios do tear do artesão,


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veraneio On 27/07/2006

que pularam em limusines com o chinês de Oklahoma no impul- so da chuva de inverno na luz da rua da cidade pequena à meia-noite, que vaguearam famintos e sós por Houston procurando jazz ou sexo ou rango e seguiram o espanhol brilhante para conversar sobre América e Eternidade, inútil tarefa, e assim embarcaram num navio para a África, que desapareceram nos vulcões do México nada deixando além da sombra das suas calças rancheiras e a lava e a cinza da poesia espalhadas na lareira de Chicago, que reapareceram na Costa Oeste investigando o FBI de barba e bermudas com grandes olhos pacifistas e sensuais nas suas peles morenas, distribuindo folhetos ininteligíveis, que apagaram cigarros acesos nos seus braços protestando contra o nevoeiro narcótico de tabaco do capitalismo, que distribuíram panfletos supercomunistas em Union Suare, chorando e despindo-se enquanto as sirenes de Los Alamos os afugentavam gemendo mais alto que eles e gemiam pela Wall Street e também gemia a balsa da Staten Is- land,


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veraneio On 27/07/2006

que desapareceram no Zen de Nova Jersey de lugar algum dei- xando um rastro de cartões postais ambíguos do Centro Cívico de Atlantic City, sofrendo amores orientais , pulverizações tangerianas nos ossos enxaquecas da China por causa da falta da droga no quarto pobremente mobiliado de Newark, que deram voltas e voltas à meia-noite no pátio da estação fer- roviária perguntando-se onde ir e foram, sem deixar cora- ções partidos, que acenderam cigarros em vagões de carga, vagões de carga, vagões de carga que rumavam ruidosamente pela neve até solitárias fazendas dentro da noite do avô, que estudaram Plotino, Poe, São João da Cruz, telepatia e bop-cabala pois o Cosmos instintivamente vibrava a seus pés em Kansas, que passaram solitários pelas ruas de Idaho procurando anjos í ndios e visionários, que só acharam que estavam loucos quando Baltimore apareceu em êxtase sobrenatural,


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veraneio On 27/07/2006

que se acorrentaram aos vagões do metrô para o infindável percurso do Battery ao sagrado Bronx de benzedrina até que o barulho das rodas e crianças os trouxesse de volta, trêmulos, a boca arrebentada e o despovoado deserto do cérebro esvaziado de qualquer brilho na lúgubre luz do Zôo- lógico, que afundaram a noite toda na luz submarina de Bickford's, voltaram à tona e passaram a tarde de cerveja choca no desolado Fugazzi's escutando o matraquear da catástrofe na vitrola automática de hidrogênio, que falaram setenta e duas horas sem parar do parque ao apê ao bar ao hospital Bellevue ao Museu à Ponte de Brooklin, batalhão perdido de debatedores platônicos saltando dos gra- dis das escadas de emergência dos parapeitos das janelas do Empire State da lua, tagarelando, berrando, vomitando, sussurando fatos e lembran- ças e anedotas e viagens visuais e choques nos hospitais e prisões e guerras, intelectos inteiros regurgitados em recordação total com os olhos brilhando por sete dias e noites, carne para a sinago- ga jogada na rua,


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veraneio On 27/07/2006

que foram detidos em suas barbas públicas voltando por Laredo com um cinturão de marijuana para Nova York, que comeram fogo em hotéis mal-pintados ou beberam tereben- tina em Paradise Alley, morreram ou flagelaram seus tor- sos noite após noite com sonhos, com drogas, com pesadelos na vigília, álcool e cara- lhos e intermináveis orgias, incomparáveis ruas cegas sem saída de nuvem trêmula e clarão na mente pulando nos postes dos pólos de Canadá & Pa- terson, iluminando completamente o mundo imóvel do Tempo intermediário, solidez de Peiote dos corredores, aurora de fundo de quintal com verdes árvores de cemitério, porre de vinho nos te- lhados, fachadas de lojas de subúrbio na luz cintilante de neon do tráfego na corrida de cabeça feita do prazer, vi- brações de sol e lua e árvore no ronco de crepúsculo de inverno de Brooklin, declamações entre latas de lixo e a suave soberana luz da mente,


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veraneio On 27/07/2006

UIVO Allen Ginsberg para Carl Solomon Eu vi os expoentes de minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa, "hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite, que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis aparta- mentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das cidades contemplando jazz, que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado e viram anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados das casas de cômodos, que passaram por universidades com os olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de William Blake entre os estudiosos da guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos e publi- carem odes obscenas nas janelas do crânio, que se refugiaram em quartos de paredes de pintura descasca- da em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestas de papel, escutando o Terror através da parede,




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