Em meados da década de 70, Paulo Pontes e Chico Buarque uniram suas forças para recriar nos palcos o mito de Medéia - clássico da tragédia grega que mostra que não se deve subestimar a força de uma mulher traída! Na transposição para a realidade brasileira, Medéia virou Joana, uma mulher do povo, rebelde e cheia de indignação, num mundo masculino e opressor, que tenta silenciá-la à força. Em tempos de ditadura, a força dessa mensagem ganhava contornos ainda mais heróicos. E, para viver um mito de tamanha envergadura, só outro mito: Bibi Ferreira marcou não apenas a sua carreira, mas a história do teatro e da música. É arrepiante ouvi-la recitar trechos da peça em um disco que já se tornou objeto de adoração entre a gente de teatro, através dos anos e o texto transformou-se em objeto de culto e sonho de muitos atores e atrizes.
Izabella Bicalho é uma dessas atrizes que sonhou e lutou para recolocar no palco "Gota D'Água". Para isso, cercou-se de uma equipe competente e talentosa - a começar pelo diretor João Fonseca, responsável por alguns excelentes e premiados trabalhos, como "Pão com Mortadela" e "Escravas do Amor". O clima fraternal fica evidente no trabalho e a dedicação e a paixão de todos, também.
O cenário simplificado e austero de Nello Marrese resume-se (num primeiro momento) a uma estrutura metálica, que lembra palafitas no fundo do palco e em degraus de madeira que ganham vida nas coreografias do elenco, transformando-se em diversas composições. No final do primeiro ato - sim, como bom clássico, temos dois atos - revela-se no alto da estrutura metálica um impressionante altar, quase uma instalação, um retrato do sincretismo religioso do nosso povo, do qual Joana é a personificação perfeita. De santos a entidades, Joana recorre a todas as forças da natureza para realizar a sua vingança contra Jasão, o amado (alguns anos mais jovem), que a abandona com os dois filhos, depois que vira um compositor de sucesso, para casar-se com Alma, filha do poderoso Creonte.
Com um quarteto ao vivo, dirigidos por Roberto Bürgel, o elenco desfia as canções de Chico - aquelas feitas para a peça, como a que lhe dá o título, e mais algumas do compositor, o que a torna ainda mais atraente para os sentidos. Como a peça foi escrita em versos, a direção optou por musicar alguns trechos, criando números musicais onde havia monólogos ou diálogos. Apesar da qualidade da direção musical e vocal dos intérpretes, a sensação que se tem é que essas criações inéditas ficam aquém das composições de Chico Buarque e não acrescentam à força poética e sonora da peça. A iluminação de Luiz Paulo Nenen não abusa dos efeitos, o que, nesse caso, só favorece ao espetáculo.
O elenco é bem equilibrado, em especial quando encontra em Thelmo Fernandes, um Creonte sem falhas, na medida exata da complexidade do personagem, capaz de percorrer com segurança a sua partitura emocional, que vai de pai amoroso a um poderoso covarde! É bem verdade que, no texto de Chico Buarque e Paulo Pontes, o vilão é bem menos ameaçador do que se poderia esperar de alguém tão temido (trata-se apenas do proprietário das casas), mas a peça tem suas concessões ideológicas, naturais da época em que foi escrita e Creonte é, basicamente, o capitalista impiedoso, que detém o poder e determina o modo de viver do povo.
Pedro Lima (cantor do grupo "Garganta Profunda") demonstra que seu talento não está restrito à música e André Araújo é responsável por bons momentos, destacando-se em personagens secundários.
Lucci Ferreira apresenta um Jasão óbvio, mais afeito aos maneirismos do malandro do que às contradições do personagem, mas bastante crível. Izabella Bicalho surpreende e defende com unhas e dentes a sua Joana, construindo momentos de grande beleza. Mas luta contra sua inegável jovialidade quando o peso de uma mulher de 45 anos é exigido da personagem, que nem os cabelos, agrisalhados à base de maquiagem, nem o tom de voz forçadamente dramático, conseguem disfarçar. O figurino de Natália Lana, perfeito em todos os demais, no caso dela, só consegue ressaltar a mocidade da intérprete. Ainda mais quando ela contracena com os excelentes Luca de Castro e Kelzy Ecard que, mais maduros e bem adequados aos seus papéis. Mas estamos falando do sonho de uma atriz e todo sonho realizado - ainda mais com tanto empenho - merece respeito.
Apesar desses pequenos "poréns", João Fonseca construiu uma "Gota D'Água" de arrepiar, de excelente apuro técnico e artístico, que merece ser visto e aplaudido.
GOTA D'ÁGUA - de Chico Buarque e Paulo Pontes
Direção: João Fonseca
Com: Izabella Bicalho, Lucci Ferreira, Thelmo Fernandes, Kelzy Ecard, Luca de Castro e outros.
On March 01 2008
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cortech
On 07/04/2008
Que comience la función.
Clases de teatro:
¡Que comience la función!
MARÍA DE LA LUZ GALLEGUILLOS A.
Los alumnos de la Corporación Teatral de Chile participan en una clase de ACTUACIÓN con el profesor Patricio Rodríguez.
Foto:HÉCTOR YÁÑEZ
¿Ser o no ser? No lo piense tanto y entérese de dónde estudiar este arte a través de talleres y cursos de corta duración.
¿Ha soñado alguna vez con actuar? El teatro es una actividad que los colegios fomentan en sus alumnos desde los primeros años, porque ¿quién no fue en algún momento el prócer Arturo Prat, la Carmela de "La Pérgola de las Flores", un angelito o un silencioso pero imponente árbol?
Si desde chico se quedó con las ganas de más, le contamos que hay varios cursos de teatro que acercan a los interesados a este arte dramático, sin contar con las escuelas que lo enseñan como carrera profesional.
La Corporación Teatral de Chile ofrece un taller inicial I, orientado al desarrollo de la expresión y capacidades mediante ejercicios, dinámicas, perfeccionamiento vocal, corporal y actuación. No requiere conocimientos previos. Dura dos semestres.
Más avanzados
También tienen cursos para postulantes sin experiencia o con conocimientos previos que deseen realizar un trabajo en un contexto de mayor exigencia, pensando en seguir estudios superiores. Son los lunes y miércoles de 19:30 a 22 horas. Un segundo nivel los prepara para el ingreso a las escuelas profesionales y universitarias, por lo que se les pide aprob
raquelpaiva
On 05/04/2008
esse espetaculo é maravilhoso
e o trabalho da izabella bicalho dispensa comentarios !
teatrocoprolalia
On 29/03/2008
Gran Fiesta Gran
El Dia sabado 5 de Abril desde las 23Hrs en Alameda #131 (a pasos del Cine Arte alameda).
Habrá música sabrosa, copetes a modicos precios y como si esto fuera poco una exposición fotografica de la destacada fotografa nacional Macarena Muñoz
La entrada cuesta $2000 pero pueden comprar preventas en $1500
Organiza Compañia Coprolalia
RESERVAS A TEATRO.COPROLALIA@GMAIL.COM
Si quiere ver un extracto de nuestra murga en los 50 años ICTUS--------------- http://noticias.tvn.cl/ link 50 años ICTUS
rolandoas
On 18/03/2008
TALLER DE TEATRO GRATIS
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j_teatremusical
On 10/03/2008
SI BUSKAS CELEBRAR UNA FIESTA DIFERENTE, TIENES UN ESPACIO LIBRE Y NO SABES COMO OCUPARLO O SIMPLEMENTE QUIERES SABER MÁS CONTACTA A TRAVES DE ESTE FOTOLOG CON LA COMPANYIA JOVEN DE TEATRO MUSCIAL!!
ENTRA EN UN NUEVO MUNDO!!!
mirous
On 05/03/2008
excelente!!!
Gota d'água, Boca de Ouro, Medéia, OPera do Malandro...
bons tempos, excelentes peças... que merecem sempre serem revisitadas
cortech
On 04/03/2008
MARGARITA XIRGÚ, una ESPAÑOLA CLAVE en el TEATRO CHILENO
Si hablamos de la mujer; acá en CHILE, en la década del 40, MARGARITA XIRGÚ, en su segunda venida, primero vino como actriz del teatro de Divos por ahí por 1917. En 1941 vino con toda una experiencia de trabajar con FEDERICO GARCÍA LORCA y con SALVADOR DALÍ, y se dió cuenta que nuestro teatro -chileno-, estaba débil escenográficamente y en aportes de Dirección, e incentivó el desarrollo de esas disciplinas.
Gran aporte de Margarita Xirgú.
Grupo CORTECH
loucartis
On 02/03/2008
Bem reaparecido
Um pouco da história teatral do Brasil. Uma lingua mas dois países distanciados culturalmente.
Resta-nos este cantinho para ir sabendo o que se passa do outro lado do oceano
Doce Domingo
Abraço Amigo
Luis
theatru
On 02/03/2008
Amigos são bênçãos
"Amigos são anjos enviados por Deus
para que não nos sintamos
sozinhos aqui na terra.
A amizade é a irmã gêmea do amor;
é o amor na sua forma pura e desinteressada,
é amor partilhado e compartilhado, dividido,
dado, sem que nada seja esperado em troca.
Um amigo sabe sofrer as nossas dores,
não como se fossem as suas,
mas consciente de que são nossas
e de que precisamos mesmo é do seu apoio.
Um amigo é uma estrela que brilha
quando nosso céu está cinza,
é um pequeno raio de sol que invade
nossa janela nas manhãs de inverno,
é o ar fresco que nos faz respirar quando
sentimos que o mundo nos sufoca.
Virtual ou real, um amigo é uma alma sempre
presente nas nossas vidas.
Virtuais ou reais, amigos são anjos enchendo
nossos dias das bênçãos de Deus."
Letícia Thompson
Bela foto do espetáculo!
Um bom Domingo...
jOrGe pErOnElLi
Visite também:
http://www.fotolog.com/jorge_peronellli
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