Male - single - 20/08
Member since 30/07/2003
meu nome é fernando tucori, meu nome do meio é prior e uma vez eu fui no mosteiro de são bento e eles chamavam um dos monges de prior: fui ver se ele era parente meu. pior que o prior não era. prior, no mosteiro é um cargo, de onde imagino que alguém de minha família fugiu de um mosteiro ou... ai, ai... ô-ôu. de qualquer modo, não quero saber. se eu voltar pro mosteiro, tento descobrir, mas eu acho que já tive minha chance e, uuuuuuh!, ela passou, raspando no travessão e foi pela linha de fundo em tiro de meta pro meu goleiro bater. sou um sujeito que dirige devagar. sou um sujeito que anda devagar porque gosta de vagar e de divagar. eu perco em velocidade pra ganhar em paisagem. uma vez me disseram que eu era um palhaço. no mesmo dia, outra pessoa me disse que eu era um herói. eu não vejo diferença entre um e outro. outro dia, uma pessoa disse que eu sou um homem adulto. eu sou um cara que não tem certeza disso, nem daquilo, mas as vezes eu paro e olho, só pra saber se ainda sou aquilo que achei que deveria ser um dia. nem sempre sou, mas as vezes reconheço o estranho no espelho. na escola, sempre perdia a borracha e sempre usava o lápis até o toco. na vida, existe sempre um plano "b" e o "b" é de borracha, mas acho que perdi a borracha de novo. quero dar bastante trabalho pro meu biógrafo, muito embora - e bem por isso - eu saiba que ele sou eu. já olhei a morte nos olhos por duas vezes no mesmo ano. em uma, meus olhos estavam bem abertos e depois bem fechados. na outra, eles estavam bem fechados e, depois, ficaram bem abertos. pensando bem, naquele mesmo ano, talvez tenham sido três ou quatro. já me arrastei de ponta cabeça no asfalto em um carro que capotou e se perdeu pra sempre. vi dois arcos-íris bbrincando de pular sela. vi coelhos trepando na lua. vi uma caminhão empinar na BR-116. já despenquei com a queda dŽágua. já me afoguei. já fui salvo por uma criança. já fui salvo por uma mulher que eu não conhecia. já fui salvo por uma mulher que conhecia bem. tenho hábito de procurar os perdidos (sempre) e perder os achados (de vez em quando). ainda acho que o perdido sou eu e que os outros todos é que são os achados. sempre enrolo pra não dizer e, quando vou ver, já disse e ninguém percebeu. sou um prestidigitador da minha própria história. em todo canto da minha vida, para cada cantador de blues derramando sangue pela garganta, há um palhaço dançando sem música pra chamar atenção. eu preciso de atenção. não resisto onde há tensão. tenho meus limites racionais e acho que não tenho nenhum limite irracional. uma vez animal, sempre animal. odeio agressão, detesto discutir e saio da sala quando a coisa fica feia, porque ela sempre fica mais feia se eu ficar. há rumores a respeito dos meus humores. o que eu digo é que há sempre veneno na minha boca e eu sempre preciso de um lugar longe de tudo pra poder cuspir sem afetar ninguém. adoro quebrar coisas e isso inclui a mim mesmo. sou meu maior inimigo desde sempre e meu melhor amigo desde muito antes. já tive companhia, já fui companhia e já estive sozinho. depois que descobri que posso ser companhia de mim mesmo, meus dias ficaram mais claros. já chorei e já sorri o bastante para saber que é preciso chorar e que é preciso sorrir e que, não bastando isso, é preciso florir. é preciso ir. parado, eu morro. é preciso subir o morro. mas, as vezes é preciso parar e plantar além do próximo morro. nunca rejeito a idéia de que o próximo morro nunca virá e que, talvez, eu seja solicitado a morrer para um lado e viver eternamente do outro. ao lado do seu lado que era meu. quis ser iggy pop e agora não quero mais. tenho uma cicatriz na mão esquerda que pra sempre me lembra que quase perdi dois dedos porque só queria ajudar. acredito em "porque sim" e "porque não" e acho que um bocado de respeito e atenção deixa tudo simples. faço qualquer coisa pra não fazer nada. não sei se existe alguém que realmente me conheça do lado de fora da própria cabeça. se percebo que alguém está me entendendo errado, o meu esforço em me explicar é diretamente proporcional ao esforço do outro em me entender. não acredito no amor. acredito no Amor. adoro ler no cais da vila em ilhabela. adoro tocar gaita sozinho vendo o sol cair na represa, mas sempre acho que estou estragando tudo. não sei tocar instrumento nenhum e tenho um teclado, um baixo, uma guitarra e três gaitas e sempre toco pra alguém que não esta lá. meu me preocupo em olhar o caminho e não sei nunca pra onde estou indo, mas sempre descubro assim que chego. pra mim, é muito fácil fazer e muito difícil explicar. talvez seja essa isso que tenha me levado a escrever: é um jeito de me atormentar em paz. apesar de escrever feito um idiota sem noção desde sei lá quando, nunca escrevi a respeito de coisas que estavam acontecendo enquanto elas estavam acontecendo (se bem que as tentativas de fazer isso sempre foram hilárias. de vez em quando baixa o "gravador em papel" e eu calo a boca e fico só escrevendo frases que ouço em minha volta) um d
Music : louie louie
Movie, TV Show, Book : wild at heart
Sports : mind games