São exatamente seis e cinquenta e três da manhã, do dia trinta e um de dezembro de dois mil e nove e cá estou eu, escrevendo o último post do ano. Deveria estar dormindo, ao acordando, tanto faz, mas hoje, dormir é para os fracos. Hoje é o último dia de um dos anos que mais marcou a minha vida. E o porquê, nem eu sei explicar. Simplesmente aconteceu e eu só me dei conta quando abri os olhos e percebi que já estava marcado.
Dois mil e nove foi um ano de mudanças, que começaram pequenas, mas que, ao longo do ano, tornaram-se enormes, a ponto de modificar toda a minha vida. Hoje, eu posso dizer que sou uma Giselia totalmente diferente da que vocês conheceram no dia primeiro de janeiro, mas ainda sim, a mesma de sempre. Meu pensamento continua com a mesma essência. Mas meu modo de encarar a vida, é outro. O que me restava de inocência ficou para trás e a cada novo instante eu percebo que a vida depende não somente da certeza do agora, mas principalmente da incerteza do futuro. Da dúvida do que deve ser feito ou não. Da angústia de não saber o que me aguarda no dia seguinte, mesmo que ele seja uma cópia exata do anterior. De saber que uma mudança estar por vir, mas não ter a mínima ideia de qual ela seja.
Tudo está tão diferente e ao mesmo tempo igual. Só se enxerga as mudanças quando realmente se quer e essa foi uma das coisas que eu mais aprendi esse ano, mesmo que na base da marra. E, sendo sincera, valeu a pena. Cada dia desse ano valeu a pena. Cada segundo de dois mil e nove serviu muito para me ajudar a construir novos sonhos, mesmo que, para isso, eu tenha destruído alguns antigos.
Por mais que coisas terríveis tenham acontecido e que eu tenha me afastado de pessoas que eu realmente gostava, muitas outras apareceram e ajudaram a construir um ano bom... Bom não, ótimo! Vejo todo mundo reclamar de tudo que aconteceu ou deixou de acontecer, mas não vejo ninguém agradecer por essas coisas. Todos só pedem um ano melhor e se esquecem de agradecer por, pelo menos, terem sobrevivido a este. E, bom, eu tenho meus motivos para agradecer e garanto que não são poucos. Mas também, tenho motivos de sobra para pedir um dois mil e dez melhor.
E isso tudo só depende de mim. Oportunidades vem e vão toda hora, eu só preciso determinar a certa para poder me agarrar à uma delas. É exatamente isso que eu pretendo fazer ano que vem, prometo.
Quero que no dia trinta e um de dezembro do ano que vem, eu olhe para trás e não me arrependa de nada do que vivi, justamente como estou fazendo agora, totalmente satisfeita com meu ano de dois e mil e nove.
On December 31 2009
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