Temo ter descoberto uma das partes mais desagradáveis em mim. Desagradável não pelo fato em si, mas por ser prejudicial.
Tudo começa com o veneno. O veneno que fervilha dentro dos compartimentos, corações e veias. O veneno que enegrece, agride, regride. O veneno que mistura e gera o medo. O medo de perder, decepcionar, responder, encarar, ganhar. O medo de ser e aceitar.
Essa droga que se espalha e faz de mim um ser, outrora inquebrável, a criatura mais frágil de todas as criaturas.
Preferia ser tudo que idealizei pra mim. Quisera eu ter, nos meus atos, a solução de todos esses problemas que criei e dei nomes. O estalo dos dedos determinando o fim da escuridão. O fim de tudo.
É curioso como eu sempre armei todas as armadilhas para me pegar... E falhei. Falhei em tentar explicar, em entender, em aceitar. Eu falhei em amar a minha maior criação: eu.
Temo que logo me deixarei sozinha, me livrarei da corda no pescoço. Seria melhor assim. Qualquer coisa é melhor do que enfrentar o exército de mim mesma, batalha essa que jamais poderei vencer.
Texto de julho do ano passado.
E nada mudou.
On March 27 2011
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evilflower
On 27/03/2011
Gostei do texto. Penso que, assim como criamos venenos para nós mesmos e estamos facilmente nos sabotando...podemos sim reverter tudo.
Mais forte que o veneno, é o antídoto eficaz...como quem cria a vacina pra si mesmo.
Boa semana.
Beijo da Loira.
(PS tua foto tá linda)
wizard_of_oz
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sweetvintage
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