Carnaval e ô... e ô.
Em todos os lados o que se respira é a festa da carne. O que vale nesses quatro ou cinco dias é regalar o corpo com tudo que dê prazer. Vale comer, beber, fumar ou fazer sexo indiscriminado. O importante é ter PRAZER, mesmo que seja momentâneo, custe uma doença venérea ou a necessidade de um transplante de fígado.
São tantas sensações, tantas bocas a serem beijadas, drinks a serem provados, camisinhas a serem usadas que no final não se sabe ao certo qual o gosto do beijo daquela loira que agora se atraca com um cara que ainda pouco estava com uma outra. E assim por diante.
Todos são levados a aproveitar a vida como se a morte espreitasse a todos na quarta-feira de cinzas. Até pode ser, mas não é isso que quero para mim. Se for pra aproveitar os últimos momentos, quero que sejam lentos, mas valiosos.
Enquanto todos se deixam levar pelos prazeres da Momesca festa, fui parar com um amigo em um bar com o sugestivo nome de Bar do Gordo cada um tem o Momo que merece. Lá tive uma grande lição, mas não com mestres, PHDs ou detentores de quaisquer outros títulos. Possivelmente os únicos possuidores de uma arcada dentária completa ali fossem eu e o Tiago.
Naquele lugar, sim, a vida passa devagar. O conhecimento daquela gente ultrapassa toda e qualquer paranóia midiática, vem das sensações não só sentidas, mas saboreadas. É estranho, mas o ultraveloz jamais alcançará aquelas pessoas. Ali se vive!
No Bar do Gordo não existe o frenético sonzinho ambiente. É possível se ouvir dos apelidos bradados aos incautos que por ali passam à pinguinha que toca ao chão e que tem caminho certo para ao primeiro santo pinguço que se fizer merecedor.
No Bar do Gordo não há necessidade de se olhar para todos os lados sob o risco de não ver as plumas esvoaçantes que algum viado venha a exibir. Sobra tempo suficiente para reparar algo que lembra um sentimento de gratidão nos olhos de um vira-lata ao receber um osso de galinha.
No Bar do Gordo dá pra sentir o cheiro de tudo, mas uma coisa de cada vez. Não há o perfume francês, mas também não há lança-perfumes. Tem a alfazema, a lingüiça frita, o caminhão queimando diesel. Todos facilmente perceptíveis.
No Bar do Gordo não há esfrega-esfrega. Puxa dali e de cá. É tanta calma que dá para sentir entre os dedos a gordura e o calor do frango recém saído da frangueira. E, nem de longe, há a preocupação de ser visto devorando uma asa mergulhada na farofa.
Por fim, no Bar do Gordo, tal qual qualquer micareta, há, sim, uma loira que você divide com outros. Mas também eu não a queria de outra forma. Que graça há em tomar uma cerveja gelada sozinho?
Boa volta ao trabalho!
On March 01 2006
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kawaz
On 02/03/2006
costa do marfim? nein nein... olhe essa <A HREF="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5788575" TARGET=_top>http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5788575</A>
fps_tiago
On 02/03/2006
Melhor texto. No bar do gordo não há a obrigação de dividir a mesa sem graça com a loura fofura.
fps_tiago
On 01/03/2006
Aaaa mlk isso sim é q é viver! Agora é quase oficial, sempre haverá tempo para o bar do gordo no final! []'s rapaz!
tathymuniz
On 01/03/2006
Nossa... você também tá reavaliando sua vida, eh?Eu? Pois eh... sou meio lerda mesmo... você entendeu tudo! rs...Beijos menino! Qual é a boa do final de semana? O Kawaz... não respondeu issoo na página dele...ah... acho que pós carnaval a boa é ficar curtindo o Big Brother em casa, né? Ou o Bar do Gordo...falando nisso... amei a comparação da loira... nessa situação, com certeza vc fez a melhor escolha...rs