Bob Dylan, 6 de Março de 2008.
Eu saí da apresentação desapontado, cheguei em casa desapontado e fui dormir desapontado. Acordei desapontado e fiquei boa parte do tempo desapontado. Mas pensei bem, e vi que não foi uma apresentação ruim. Pelo contrário, foi uma ótima apresentação. Por culpa de umas loiras e uma ruiva que gosto bastante, entrei depois da segunda música. Já tinha rolado a música que eu e ela queríamos muito ouvir, que é Lay Lady Lay. Só fiquei sabendo disso depois. Só fiquei sabendo que ele tocou guitarra nas primeiras músicas depois, aliás. Eu tinha achado horrível a apresentação, recheada de versões complexas de suas atuais e antigas músicas. Para os clássicos, só deixou algumas brechas. E era difícil saber qual música ele estava tocando. Se eu não conhecesse as letras, deus, ia ser um tédio. Mas me enganei. É bom ir numa apresentação, e ver que ele mesmo com 66 anos ainda inova. Blues do começo ao fim, com uma pitada de funk, rhythm&blues, rockabilly e o seu folk tradicional, mas moderno. Muitos solos de guitarra e ritmos levemente dançantes. Eu só fui me animar de verdade quando eu ouvi as primeiras frases de Highway 61, que apesar de não conseguir acompanhar, ouvia a letra e admirava de uma forma estranha. Mas foi em Like a Rolling Stone que comecei a me arrepiar. O público cantava e ele concordava. "How does it feel?" em coro pelo Via Funchal inteiro fez realmente com que eu me mexesse. Mais emoção veio em Thunder on the Mountain, música atual, e a versão quase que irreconhecível de Blowing in the Wind. "Valeu a pena" é o que eu posso dizer. Sim, os 400 reais valeram muito a pena.
On March 08 2008
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petitplaisir
On 10/03/2008
caralho 400 conto?? ainda bem que foi bom porque se não fosse...... bom c ja sabe aquela velha historia de rasgar dinheiro..rs
theuncool
On 09/03/2008
nao to pedindo satisfação.
te entendo e nao te culpo,
things just .... happen