porra, as primeiras notas desse disco me emocionam
é tão limpo e massa - em contraposição à sujeira pop idiota, oportunista e burra
sei lá
não vou ficar procurando palavrinhas
o começo desse disco, e essa banda inteira, é muito massa
às vezes eu me sinto meio como q um veado
eu não sou o q eu queria ser
como se eu não estivesse no corpo q me representa
os caras como eu são magrelos e style e sei lá
é isso q alguma parte em mim diz
mas a imbecilidade disso é tão grande também
é verdade q as pessoas olham pra mim e enxergam uma coisa q não sou eu
e as mulheres q se interessam por mim não são as mulheres por quem eu me interesso
e essas coisas todas
eu sou confundido
mas a porra dos caras magrelos e style também são
espírito não conhece corpo
se eu fosse magrelo e style, provavelmente não seria o q sou
mas apenas outro almofadinha fake
e pior, porq iludido
não
eu sei
as pessoas têm essa tendência de achar q o mundo inteiro funciona como elas mesmas
e se enxergam em tudo q acontece
quando vc é forçado num mundo q não é o seu
e não encontra aquela galerinha estereotipada com as mesmas etiquetas q vc escolheu, e te aceita
vc é forçado a ver q é tudo diverso e complicado e sem sentido
e apesar de doer eu penso nisso como uma benção
voltando ao disco, Lee Ranaldo era meio Jim Morrison
eu nunca tinha percebido isso
mas esse é o disco mais velho q tenho do Sonic Youth aqui, e apesar de adorar a banda há anos eu só peguei esse disco semana passada
e como de costume tem uma única música composta por ele no disco
e talvez seja a conversa sobre fantasmas e highway, mas ficou bem óbvio q a poesia dele era bem no estilo morrisoniana
e é bom ver q ele aprendeu melhor do q isso, nos outros discos
quer dizer, eu fui fã de the doors por muito tempo, e é bom, mas também é velharia
um cara nos anos 80 ou 90 ou principalmente agora tem obrigação de fazer melhor
e o Ranaldo fez
porra, as músicas dele são sempre do caralho
e eu nunca percebi a relação lisérgica dedórgica antes desse disco velho
agora eu cansei de escrever
e quero dar play no disco mais uma vez
My violence is a dream
a 'real dream'
a skinny arm
a crush on living sin
my violence
is a sleeping head
nodding out to rising bliss
I left home for experience
carved 'suk for honesty' on my chest
my violence is the number
coming out of prayer
find it in the father
find it in a girl
there's a thing in my memory
hoilding on for dear life
with a feeling of secrets
beating up under my flesh
my tongue is tied
I'm sleeping nights awake
Tom violence is a dream
coming out of a girl
On February 26 2007
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