E chovia
enquanto eu assoprava o leite
lá na cozinha
a gata miava
a chaleira apitava
a mãe na sacada gritava
- Apaga a chaleira!
a gata corre para a peleia
e o rato foge pela cristaleira
alguém viu a vassoura?
Tinha pasado o susto
e a mãe da sacada desceu
- Enfim aquele rato morreu?
e eu respondia que não - dessa vez não deu!
a gata desanimada voltava pro sofá
E eu achando a vassoura
espantava o desanimo do lado de cá
- e O açucar onde está?
Lá no armário mofando
junto com as tralhas do fulano
lugar de tralheiro não é no armário!
mas são as coisas do Mário
pois o vento batia
a gata dormia
e a mãe comia
o resto do bolo da Maria
e eu ajeitava as tralhas
enquanto o Rafael pela porta entrava
- O café está na mesa?
o abraço apertado
e o casaco molhado pendurado
- você irá tomar um banho
eu já dizia sem rodeio
- com certeza
e ele afirmava com a cabeça sem receio
- Homem decidido é outra coisa!
- Olhe o colarinho!
Dizia a mãe com suspeita
e o olhar desajeitado
de um homem desarrumado
pela chuva da tarde
tarde, noite a parte
eu confio no meu taco
não duvido do meu homem
e o dia foi morrendo
e a noite veio escorrendo
com a tralheira, a gata, o rato
e o café quente.
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Eu sei, eu sei... O povo reclama mas fazer o que?Eu realmente não tenho tido um bom temp livre.
Estou com alguns probleminhas com meu note, então vou demorar mais alguns dias pra voltar "ao normal".
=)
Mas, abraço pra todo mundo que passar por aqui.
E o jardim está aberto, para quem quiser apreciar suas flores e cores.
beijo beijo
On June 10 2009
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oo_nonnel_oo
On 12/06/2009
Interessante como esses poemas do cotidiano têm a sua cara...
cara, non, face linda. =B
abraço
grinduniverse
On 10/06/2009
Putz o mais irônico disso e que eu vivo arrumando esses computadores "problemáticos"...