Terça-feira. Dia de folga do Aldo. O que fazer? "Vamos pra Veneza", eu disse na noite anterior. Ele topou.
Pra que valesse a pena, ja que dormir la nao era uma opçao, teriamos de acordar cedo, pra pegar o trem cedo e ter bastante tempo la. Tudo bem.
Eu tenho acordado, no horario daqui, por volta das 2h da tarde. Nesse dia, eu teria de acordar 7h30. Me pergunte se eu consegui. Nao, claro.
Levantei atrasado, me arrumei corrando, mas nao teve como. Perdemos o primeiro onibus, mas tudo bem, o segundo nao demoraria a passar.
Me pergunte se os italianos sao pontuais.
Os que trabalham na companhia de onibus, pelo menos, nao.
Com mais de 10 minutos (que nos nao tinhamos) de atraso, o onibus chega. Subimos, sentamos e (des)esperamos silenciosamente.
Chegamos à estaçao de trem com alguns minutos de atraso, rezando para que os motoristas dos trens fossem tao pontuais quanto os motoristas dos onibus.
E eram. O trem estava 10 minutos atrasado.
Mas havia uma fila enorme na bilheteria, nao ia dar tempo. Entao o Aldo pergunta pra uma moça que trabalha ali se tem algum lugar que ele possa comprar a passagem alem da bilheteria. Ela nos indica uma lojinha, ele entra, compra os bilhetes, sai. Ouve-se a ultima chamada para o trem - o nosso trem.
Entao ele sai correndo pela estaçao, eu atras. Atravessamos um corredor enorme (eu morrendo de rir), subimos uma escada e chegamos a tempo...
A tempo de ver o trem, o nosso trem, ja em movimento, fazendo a curva sobre os trilhos.
A coisa em si tinha sido tao excitante que eu nem consegui ficar frustrado. Os bilhetes valiam pra outros dias, outros trens; o proximo trem sairia tarde demais. Ok, Veneza vai ter de esperar.
Decidimos entao fazer um tour por Verona (eu simplesmente morro de preguiça de ir a alguns lugares sozinho), ver o que ainda nao vi. Tudo bem, vamos. Saimos da estaçao, atravessamos umas 2 ruas e paramos (o Aldo parou) em frente a um poster, numa parada de onibus. O poster dizia "Gardaland - Magic Winter 2008", com uma foto bonita ao fundo (nao vou gastar linhas descrevendo a foto). Um parque de diversao. Ele ja tinha comentado em ir pra la, durante o vislumbramento das possibilidades daquela manha. Mas nao a serio.
Dessa vez, quando ele perguntou se eu queria ir, era serio. "Sim", eu falei. Ele nao acreditou: "mesmo?". Sim, mesmo.
"Entao ta", e voltamos, pois a rodoviaria era ali perto tambem.
Compramos os bilhetes e pegamos o onibus sem contra-tempos.
Uma hora de paisagens bonitas depois, chegamos a uma cidadezinha, o onibus parou, pessoas subiram, e a viagem continuou. Dali a pouco, ouve-se "Gardaland", pelo radio do onibus. Passamos em frente ao que parecia ser o portao, do outro lado da pista (nessa hora eu pensei "bem, o onibus vai fazer uma curva, voltar de deixar a gente na porta, ok"). Mas adivinha so? Ele nao o fez. E a gente se manifestou, apesar do estranhamento? Nao. Passamos por outro parque, menor, e, em uma curva, o lago (Lago di Garda) aparece. Maravilhoso. Tao grande e enevoado que nao se consegue ver a margem do outro lado.
Chegamos a uma pequena cidade e, quando estavamos saindo dela, Aldo levantou e foi falar com o motorista. A conversa demorou um pouco demais pra ser uma coisa simples. Ai meu Deus.
Ele volta, dizendo que a parada final ainda era muito distante, que tinhamos perdido a nossa parada e que teriamos de descer e esperar o proximo onibus de volta pra Verona. E la se foi o meu bom humor, evaporado.
Chegamos a proxima parada, que era na proxima cidade (se é que ela podia ser chamada de cidade, de tao pequena), Garda. Depois de me alimentar (àquela altura, eu tava azul de fome), fomos comprar as passagens de volta. O proximo onibus demoraria mais de uma hora pra passar. Aldo sugeriu que fizessemos algo por ali, mas eu nao via muito o que fazer. Entao ocorreu a ele perguntar à moça do guiche o que havia pra fazer na cidade. Ela sugeriu que fossemos pra beira do lago e caminhassemos até Bardolino, que ficava 2 quilometros dali. Bem, porque nao? As passagens valem o dia todo mesmo. Fomos. O lago ficava a uma rua dali.
Quando chegamos à beira, nossa, meu bom humor voltou. Na hora. Aquele lugar era maravilhoso (vide foto). Foi uma caminhada perfeita. Fomos parando pra tirar fotos conforme andavamos, e o lugar nao parava de surpeender. Digo-o com segurança quando digo que aquele era um dos lugares mais bonitos que ja vi, que ja estive, na vida. Acho que nunca tive tanta vontade de nadar num lago na vida (alias, acho que eu nunca tive vontade de nadar num lago na vida, fora aquele dia. haha).
Por fim, chegamos a Bardolino. Tao pequena quando Garda, mas linda.
Demos algumas voltas, comemos alguma coisa e, quase ao por do sol, voltamos pra Verona.
Naquele mesmo dia, me comprei um mp3 player.
Eis um dia pra nao esquecer.
=]
On January 04 2009
7 Views
plastikfraise
On 22/05/2009
nunca mais passei aqui, perdão D: E nunca mais nos falamos. Como vc tá? =). Saudade das longas conversas de desabafs... apesar de ja fazer uns bons mil anos... aiheuahuehuahe.
Linda foto ^^
male
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10/06
260 Photos
On the sunny side of the street,
Distrito Federal,
Brazil
sunset
As fotos DEVEM ser um registro fiel do objeto e momento que dá nome ao grupo (Pôr-do-sol);