Qual a cor da dor? Qual a cor da destruição? Qual a cor da saudade? Da perda? Do medo? Qual a cor da morte?
Danilo, obrigada. Obrigada por segurar minha mão quando penso em me atirar de todos os precipícios a que já fomos e obrigada por me provar que pularia atrás de mim se eu realmente tivesse coragem. Mesmo que teus olhos estejam normalmente opacos e não pareçam realmente me enxergar, ainda assim sou grata por poderem estar tão perto de mim a cada vez que me viro. Obrigada, muito, muito obrigada por nunca desistir de mim. Mesmo que eu mesma já tenha desistido há muito tempo.
Quero pintar, Danilo. Mas não vejo porquê eu pintaria sem saber se o céu que estou retratando é verde ou azul. Se morássemos em um mundo onde o céu é verde que cor seria a chuva? Não seria explêndido se a chuva não fosse assim, tão incolor? E se chovesse vermelho? E se chovesse roxo? Talvez eu tenha capacidade para retratar um mundo onde o céu é verde em minhas telas. Mas a chance de me considerarem louca é grande demais.
Obrigada por ser tão louco quanto eu.
Sabe aquela cor, Danilo? A cor da dor, da destruição, da saudade, da perda, do medo… a cor da morte? É verde.
E verde é a cor do amor.
On February 06 2012
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