Vigésima Oitava Bienal de Arte de São Paulo
Merda! Eu fui ver essa merda!
Primeiramente me cabe aqui relembrar a minha primeira bienal, eu nunca esqueci
foi a vigésima quarta, voltei de lá mudada. Aprendi a beleza e os questionamentos da arte. Organizada, linda... Esculturas insólitas, pinturas e esculturas descomunais que ocupavam o pavilhão todo, e tudo muito bem sinalizado e explicado.
Foi uma exposição que mostrou muito mais que arte, foi uma janela que se abriu para um mundo no qual eu dava meus primeiros passos.
Passaram-se algumas Bienais, voltava de lá impressionada, minha vida já respirava aqueles conceitos muito bem, e ficava feliz com o que via. Era possível sentir e perceber os caminhos que a arte estava tomando no Brasil e no mundo.
Por fim, cheguei na vigésima oitava bienal. Mesmo sabendo de suas críticas veiculadas na mídia. Mas, como aprendi a não acreditar tanto na mídia, fui tirar a prova real.
E o que encontrei? Nada!
O curador conseguiu o que queria: deixar a todos indignados! E comigo ele conseguiu! Ele acabou com a terceira maior exposição de arte do mundo! A história da Bienal se dividirá em antes e depois de Ivo Mesquita.
E sobre protestar, e chamar atenção para o valor da arte e até mesmo sobre as questões do acesso e democratização desta, me parece correto. Contudo, o que nosso distinto curador fez foi apenas elitizar e afastar a população da discussão. Afastou a bienal de tudo e de todos!
O ambiente da bienal tinha aparência de favela, mais uma aparência de favela falsa, produzida para turistas. Parecia um ambiente sujo, feito às pressas, improvisado. Mal sinalizado, mal explicado, espaço que afastava o público, tanto por nojo do ambiente quanto por falta de respeito.
Saí da exposição indignada e com olhar observador ao público que saía de lá naquele momento. Senti neles o mesmo que sentia em mim mesma, indignação. Engolindo seco, puta da vida mesmo...
Este 'protesto' foi tão falso que logo mandaram apagar as pichações do Salão do Nada feitas no dia 31 de outubro. Não aprovo a atuação dos pichadores, mas talvez se ele tivesse deixado o espaço para que o público visse e contestasse
mas nem como espaço de contestação pública a bienal ficou, nosso curador pensa que só vale a contestação dele!
Costumava indicar a todos que visitassem à Bienal alegando que é um espaço importante, de arte, de aprendizagem e de questionamento
Mas agora me sacaneiam deste jeito com uma exposição-favela-amadora com um pseudo-questionamento artístico?
Só pode ter sido pessoal
On December 10 2008
2 Views
le_dto
On 18/12/2008
Um texto explendido.
Uma crítica firme e apaixonada pela arte.
A foto mostra realmente o que foi a Bienal... apenas um vazio...
Bjos... Até mais...