Avatar arthurfraudinha

Uma vez teve um cara que subiu a montanha pra quebrar a rotina. Ele sempre via como lá em cima era lá debaixo. E queria saber como era aqui embaixo lá de cima. Demorou, mas ele chegou...

Ele constatou empiricamente que subir é mesmo muito mais difícil que descer, e que o fato de chegar lá exige esforço, trabalho, planejamento (e o que seria o planejamento , senão a combinação estratégica cuja eficácia é chegar ao final do trabalho com o menor esforço, dentro dos limites do carcereiro da vida?: o tempo.). Reparou que a prática do planejado tem como produto final tanto o suor como a recompensa.

A existência da recompensa o envaideceu e por isso ele teve vontade de reclamar do suor. Mas nessa hora a brisa calou o seu intuito soprando de leve a pele que que se umidecera, o que o refrescou muito mais do que se não houvesse suado. Passou a gostar do suor.

Encontrou lá em cima outros que antes dele chegaram, e constatou que o fato de estarem suados não relfetia nenhuma negatividade em seus sorrisos. Estavam todos indiferentes e felizes, afinal todo mundo havia subido o morro para ficar feliz. E assim foi.

A vista de cima que ele experimentou o deixou enxergar que os que estão embaixo têm um campo de visão entristecedoramente mais reduzido se comparado àqueles que se prestam à trabalhosa diversão de planejar.

Além de aprender como la embaixo era lá de cima, viu também como era lá em cima lá de cima. Viu quanta coisa ele pode enxergar quando se vai de baixo para cima. Entendeu a multiplicidade de ângulos (de visão?) que existem entre apenas dois pontos.

Desceu feliz e suado. E orgulhoso de seu suor. Porém não estava mais lá. As pessoas que nunca haviam subido o monte (era monte?) não sorriam ao ver seu suor. Pelo contrário. Em suas expressões, só conseguia traduzir desconfiança, nojo, indiferença (que após a desconfiança e o nojo ganhou um impacto de mesma proporção, porém em sentido inverso da indiferença dos saltadores de montanhas).

Tudo que ele havia aprendido quando viu de cima por onde andava não representava nada para as outras pessoas. Agora ele tinha um conhecimento que só valia para ele. Lá de cima, os outros são pequenos e parecidos. Por sua vida inteira ele foi parecido com todo mundo. Mas havia adquirido a capacidade de enxergar a si próprio do lado de fora. E isso não se desaprende.

Conseguiu muito mais que quebrar a rotina, subindo a colina.







On September 28 2007 12 Views



Avatar isenick

isenick On 12/10/2007

aaahhh q eu tive q entrar nesse negocio soh pra t deixar um recado!!!
mazzz ahhh... viu a importancia pra pessoa aki? :D hehehe...
essa vista ai atras... eh um belo morro (o monte?) assim como esse q tu descreveu acima?
caralho... como tu sabe escreve bem, deeeeuzolivre!
se tu abrir uma editora mesmo tu vai grana pra caramba... vai fuuundo, amado!!! :P
bom, vo me indo... :D
agora to por aki tb.. se o orkut deixar d existir um dia, jah sabe... tem aki pra nao perder esse precioso contato!! :P
adooooro tu!! :P
beijo, beijo!


Avatar isenick

isenick On 12/10/2007

aaahhh q eu tive q


Avatar celltipolouca

celltipolouca On 30/09/2007

eu não entendo um bando de coisas...


Avatar arthurfraudinha

arthurfraudinha On 29/09/2007

ESSA PORRA SAIU ESCRITO TUDO ERRADO. TOMARA QUE ALGUEM ENTENDA...





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