Por: Ricardo Rigel: 20/03/2010
‘Araribóia Rock’ lança manifesto em que sugere apoio público e privado às bandas locais. Conhecida como um dos grandes centros histórico-culturais do Brasil, a cidade de Niterói, que abriga belos museus, teatros e centros de artes, sempre foi motivo de orgulho para os moradores e visitantes. Entretanto, “nem tudo são flores” quando o assunto é o bom e velho rock. Esta semana, o coletivo Araribóia Rock, grupo de artistas e bandas ligados ao segmento musical da cidade, enviou aos órgãos responsáveis pelos programas de cultura da cidade um manifesto, seguido de propostas, requerendo maior apoio ao movimento artístico da cidade.
Idealizador do Araribóia Rock, o jornalista Pedro de Luna tornou público essa semana um relatório com reivindicações cobrando providências para o incentivo do movimento do rock local da Secretaria de Cultura e da Fundação de Arte de Niterói (Fan). “Nós resolvemos divulgar um problema que há um bom tempo acompanha os músicos de rock em Niterói. Quem vive da música na cidade sabe que não é novidade que a cena musical tem sobrevivido graças aos produtores independentes e aos coletivos como o Araribóia Rock, Arte Jovem Brasileira e Pop Goiaba”, explicou.
Uma das reivindicações feitas pelo coletivo é a volta do projeto Rock na Pista, realizado em praças e pistas de skate da cidade. Foi apresentado em 2009 à Fan e de acordo com Luna está pronto para ser reapresentado. Sobre este assunto, o coordenador de eventos do Araribóia Rock e baterista da banda Seu Miranda, Marcelo Blau Blau, reafirma o que foi dito por Pedro e ainda acrescenta:
“Este projeto foi um grande sucesso durante o seu tempo de execução, de junho a dezembro de 2008. Nós tocávamos toda sexta-feira na pista de skate de São Francisco. Lá era o point mais quente do projeto Rock na Pista, onde fazíamos shows gratuitos. O público girava em torno de 300 pessoas por apresentação”, conta o baterista, que ainda acrescenta que o sucesso foi tão grande, que fez com que passassem a fazer os shows quinzenalmente em São Francisco, alternando em outras praças e pistas de skate, como a Praça do Rink, no Centro, e as pistas do Cafubá e de Santa Bárbara.
Outro ponto que segundo as propostas deveria ser ocupado por manifestações artísticas é a praça do Largo do Marrão, em Santa Rosa. “O local acaba de ser reformado, tem palco e tudo, mas as bandas não conseguem tocar lá”, afirmou Pedro, que ainda indica a Praça Getúlio Vargas, em frente ao cinema Icaraí como um desejo do grupo. Foi lá que eles fizeram inúmeros eventos em 2008.
Espaço Inútil – Uma das principais reivindicações levantadas pelo músico Marcelo Blau Blau é a questão de uma possível retomada da Estação Cantareira aos movimentos culturais da cidade. “Aquele local é um dos principais pontos culturais da cidade e está desativado. Para se ter uma ideia, já houve interesse do Grupo Matriz, dono do Teatro Odisséia, Casa da Matriz e Cinemateque, em administrar o espaço, mas nada foi resolvido”.
Réplica: Em entrevista concedida a O FLUMINENSE, o secretário de cultura de Niterói, Cláudio Valério, afirmou que o incentivo à cultura é um dos pontos altos do atual governo. “A secretaria de cultura sempre trabalhou apoiando os diversos eventos em prol da arte que ocorrem na cidade. Inclusive, se olharmos para os trabalhos lançados pela Niterói Discos (selo fonográfico da prefeitura) veremos que muitos dos trabalhos são de rock”.
Questionado sobre as reivindicações feitas pelo coletivo, o secretário se mostrou disposto a ouvir as reivindicações. Entretanto, comentou algumas das reclamações do grupo. “A secretaria de cultura e a Fan estão sempre abertas a ouvir grupos com propostas para eventos culturais. Mas é preciso ter bom senso. Apoiar é diferente de adotar o projeto. No caso do Araribóia Rock, eles querem que a prefeitura coloque o evento como sendo o festival oficial da cidade. Conhecendo a história deste gênero que sempre foi um movimento contestador, o evento se tornaria ‘chapa branca’”.
Questionado quanto a possível retomada da Cantareira, o secretário foi enfático: “O lugar pertence a uma empresa privada, logo, não podemos interferir nas negociações”, explica.
O coletivo: Idealizado pelo jornalista e cartunista Pedro de Luna, o Araribóia Rock é um movimento espontâneo que tem como objetivo organizar as bandas de rock de Niterói – e por tabela São Gonçalo – para reivindicar interesses comuns e maior apoio da iniciativa pública e privada.
“Nossas propostas e nossas atividades são incluídas com frequência no www.arariboiarock.com.br . O movimento realizou e apoiou inúmeros shows em Niterói, sobretudo em São Gonçalo. Além disso, produzimos o bem sucedido evento Dia do Rock, na Ilha da Conceição”, descreveu Pedro.
O músico Renan Matias, baixista da banda Prosaico, diz que a falta de incentivo às bandas as leva à extinção. “Tem gente que parou de tocar por falta de espaço. As casas de shows cobram muito caro e a banda não tem como
On March 21 2010
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motherlesspunk
On 22/03/2010
Eu sinceramente acho que hj num tem cena, pq ha uma cobrança muito grande sobre as bandas.
O que sempre sustentou o underground foi a mulecada de 15, 16 anos, com bandas "toscas" seja de cover ou autorais, mas tudo informal.
Ai quando os mulekes chegavam nos 20 anos, tavam tocando bem, ja tinham uma banda conhecida da galera, começavam a rodar e ter um público fiel, q não só amigos, eles viram referencia.
Hj só temos músicos velhos, nenhum mulek toca, quanto toca tem medo, nego num ve o show, só ve o show do amigo, as bandas querem fazer sucesso com 1 ano de banda sem nem ter saido do eixo rio são paulo, e muitas das vezes sem ter ido a são paulo...
Agora me diz oq isso tem a ver com a prefeitura?!!
Nada, a prefeitura nunca apoiou nada, nem nos tempos aurios do bedrock, estudio bar, conves, onde minha geração viu varios show de bandas que tocavam a anos no underground e eram referencia pra gente. Ninguem nunca precisou de nada, só de camaradagem, que na minha opinião é oq falta hj!!!
Underground não é feito pra ganhar dinheiro, nem pra ser parceiro da prefeitura!
É na real uma reunião de bandas e pessoas com opiniões incomum, q se unem pra ouvir um som e estravazar, questionar e o principal se divertir, aquelas que chegam a ser grander bandas são com anos de suor muito trabalho e muita verdade, elas na real não escolhem, elas se tornam algo grande para seu publico!!!
Hj as bandas já pensam em ser grande sem nem ter feito um show, tenho pena...
prosaiconline
On 21/03/2010
Prosaico tá disposta a se mexer!
Vama lá galera!
A união faz a força!
Boa sorte a todos.
Prosaico