A primeira lágrima veio à tona no momento em que entrei lá ontem. Hoje eu sou antropóloga, mas não sei bem, alguma magia existe ali mais do que a que circunda seu nome: Budda Pub. Muito mais que um lugar de encontros, foi ali que muita coisa aconteceu. Último show, amigos que ficarão para sempre. Ah, se aquele sofá falasse...Eu que pensava que já o frequentava há quase sete anos, mas o pub inaugurou em janeiro de 2003. Parece que faz séculos. Foi quando tudo começou. Minha vida nunca mais seria a mesma.
Entrei na universidade em 2001, e depois de 1 mês começei a namorar. Nós saíamos muito: pra micaretas, pagodes com os amigos dele (na sua grande maioria bombados), entre outros...Em 2002, conhecemos nossa turma de calouros, alguns sem particular se tornaram amigos especiais: Renato, Glay e Misa. Pronto. Formação de quadrilha. Tratamos de arrumar um jeito de socializar, afinal de contas fazíamos ciências sociais. Os meninos tocavam violão pois já tinham uma banda rock, o Mobydick. Da turma de 2001, além de Cacá, fiz outra amiga especial, Janaína. Ela namorava o baterista do Mobydick, Samir. A gente falava a mesma língua. Começamos a frequentar seus shows e gostávamos muito. Nas sextas que não tinha show, a gente improvisava nos banquinhos da UFRN com vinho e violão, chamávamos de "sexta social". Todo mundo cantava e bebia e tocava e dançava. Esses encontros se estenderam à praia, e também tinha nome: "seminário praiano", a gente sempre dava um jeito de não ter que ouvir forró por aí, e sempre com os mesmo artefatos: bebida, comida, música boa e as vezes, "algum carinho a mais". Os meninos do Mobydick já pensavam num EP e foram produzindo. A essa data o Budda já estav funcionando e agente já frequentava, eu mais esporadicamente. Brigava muito com meu namorado pq saá sozinha com os meninos. Ele não gostava muito de rock, e pra curtir um pouquinho preferia sair mesmo só com eles. Nunca tive muitas frescuras, talvez por isso, sempre tive mais amigos homens (Daí surgiu esse apelido carinhoso que me deram: Rolão.). Enfim, quando o cd ficou pronto, o Moby conseguiu q a festa de lançamento fosse no Budda Pub. As músicas autorais eu já sabia de cór. Renato sempre meio esquecido, então a galera tirava a maior onda dizendo que só quem sabia as letras era eu e Glay, vulgo, Pompom (que era vocalista da banda). O lançamento foi um sucesso, maior público que o Budda já tinha visto. Dia 25 de dezembro, se não me falha a memória, eu tinha aporra de um jantar do trabalho pra "fazer a fita" e só pude chegar lá as 12:30h. Quando chegamos lá, "ninguém entra enquanto ninguém sai!". Fiquei desesperada. Eu precisava entrar, eram meus amigos! Reconheci Jana na varanda, ela já não namorava mais Samir que também já não era mais baterista da banda. Mas como ela tinha entrado lá com Carleton que era guitarrista, o segurança acerditou no "migué" que ela deu pra gente entrar. Bebemos pra caralho, dançamos pra caralho, foi muito show! Percebido o tamanho do público rock'n roll de Natal, ávido por boa música, e pra nossa felicidade, o Budda seguiu nesse padrão. A gente ainda ía noutros lugares om shows de rock, mas nenhum tinha a magia do Budda Os meninos acabaram ficando amigos de Juninha que foi a segunda gerente de lá e sempre os chamava pra fazer show.
Meu namoro não ía bem das pernas, eu aceitava ir pros pagodes, mas ele nunca estava disposto a curtir o que eu curtia, eu sempre dava um jeito de ir só pro Mada, Jerimum com Rock, etc. Até que, num desses shows, eu, muito grog, fiquei com caras. Mas ninguém ficou sabendo fora meus amigos. Alguns dias depois, como de praxe, Skol gelada e barata no espetinho do Pedrão, pra variar enchi a cara e fiquei com o guitarrista do Revolver. Depois dessa, eu mesma contei e acabei meu namoro. Dizem que quando vc conhece uma banda, vc conhece todas. Era bem assim...eu, fidelíssima, sempre ía pro Budda, enchia a cara e nunca tinha prestado atenção nessa banda que começara a tocar lá. Quando me dei conta tava ficando com o baixista que tb era amigo dos meninos e que por sua vez não falava com o vocalista, que eu não tinha amínima idéia de quem fosse. Certo dia - pasmem - estav sóbria e decidi perguntá-lo quem era o vocalista dessa banda que me fazia chegar em casa as 6h da matina com os pés ardendo de tanto dançar. A resposta não foi das mais harmoniosas pra dois caras que dividiam o memso sonho autoral: "É aquele veádo ali em baixo!". Finalmente o conheci, um cara magricela de camisa preta, calça jeans e all star, sempre.Era níver Glay, e algumas bandas de amigos íam tocar em comemoração nesse dia, teve até bolinho.
Halloweens do Budda! Fiquei conhecida por muitos como"a enfermeira", obviamente devido minha fantasia, nesse mesmo, saí carregada, lixo total! Uma enfermeira precisando de cuidados. Controvérsia. É a palavra que define o que aconteceu daí pra frente. Foi nesse lugar de magia que tudo aconteceu...Se auquele Budda dourado, suspenso na parede falasse...
On November 25 2007
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lorien
On 27/11/2007
participei de muitas dessas coisas ai, mas não gosto de despedidas, eu ia ficar triste...
=(
fui mesmo não ó.... =/
shirleyalb
On 27/11/2007
Afff... nem fale na falta q esse lugar vai fazer!!!! Tantas coisas vividas....
Sem palavras....
Snif... snif... snif!!!
annerolao
On 25/11/2007
...Ele provavelmente diria quantas pessoas acabaram e começaram relacionamentos ali, quantas vomitadas no banheiro e na calçada, quantos "nãos" eu disse trabalhando na bilheteria em shows como o lançamento do cd do revolver que causou novo recorde na casa. Quantos saíram de lá para um motel, quantas crianças nasceram a partir dali. Quanta história verdadeira. De emoções fortes. De vidas de pessoas como eu, vc renato e juninha, qesley e lu, ronaldo, ruy, rochelle, drica, gustavo, ju, cleo, tatá, binho, arthur, coxinha, liz, glay, kika, icaro, cocota, thiago, iris e iuri, seu zé e namoradas, grogs e enroladas, moby e agregadas, uskaravelhos, incluindo misael, alany, ncris, baby please, mad dogs, revolver, incluindo "aquele veado" que hj eh meu marido, etc...etc...que ontem choraram sem vergonha a saudade de um lugar de lembranças que ninguém poderá demolir, apagar, do bom e velho Budda. Valeu!