Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou a pé até encontrar, um caminho, um lugar pro que eu sou . . . ♪♫
Hoje um amigo me mandou uma música de Nando Reis que já conhecia, mas não ouvia há uns bons meses. E ela me fez redescobrir as outras, até que achei Os Cegos do Castelo. Ediane ri de mim, porque sempre digo que alguma música ou algum texto, foi feito para mim. E com essa música não é diferente. Mas sempre senti que nela tinha um Q a mais de Joane que muitas outras.
Eu sempre achei que viver é descobrir, conhecer. Não só o mundo, as coisas, as pessoas. Mas descobrir e conhecer a você mesmo. E se tem uma coisa que me dá prazer, é me conhecer mais e mais e mais. É conseguir descobrir a cada dia que sou capaz de fazer algo novo, de sentir algo novo. É isso que me movimenta.
E aí me deparo com Os Cegos do Castelo e penso, por um momento, que não faz mais sentido pra mim. Logo, me vem à cabeça que eu já me conheço completamente, que não preciso mais me procurar, que já sei quem sou, porque já me encontrei. E fico tão feliz da vida, que venho aqui escrever esse desabafo. Então finalmente percebo que eu estava errada e começo a rir de mim mesma.
Eu ainda não me conheço completamente, e sinceramente, acho que nunca vou conhecer, porque eu conheço o suficiente pra saber que eu tenho a capacidade de me surpreender muito, ainda.
Eu só deixei de lado algumas coisas, trouxe pro meu lado outras, perdi uns medos, ganhei outros, perdi e ganhei algumas coisas. Fiquei menos racional e amadureci ao mesmo tempo, o que antes era impossível, ao meu ver. E tudo isso me fez resolver uns dilemas que me faziam sair do eixo.
Eu não me encontrei, eu reencontrei o eixo. Ainda tô me buscando, mudando.
On January 20 2012
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