Construído na segunda metade dos anos 50 no lugar da pioneira estação de bondes e depois também acrescida de garagem e hotel nos anos 10, ele indicava ainda timidamente um novo caminho que seria tomado pelo comércio da cidade.
Projetado talvez por Henrique Midlin, autor também do projeto do Super Shopping Center de Copacabana, mais conhecido como Shopping dos Antiquários, projeto este escondido na biografia de arquiteto de importantes prédios no Rio, paira também a suspeita de o prédio ter sido feito pelos Irmãos Roberto, que possuíam num gigantesco conjunto de salas no 10 andar do edifício seu escritório de arquitetura, embora a falta de criatividade da estrutura não indique um projeto dos irmãos arquitetos, que na mesma época projetavam o Ed. Marquês de Herval.
A galeria comercial, uma das primeiras da cidade, mas ainda longe do conceito de Shopping Center que surgiria pouquíssimo tempo depois viveu nos anos 50,60 e até metade dos anos 70 seus tempos de glória, inúmeras lojas vendiam o que era mais moderno e vestuário e uma circulada nos andares superiores ainda podem ser encontrados nos velhos letreiros marcas como Catalina, Coty, Revlon etc....
Além das lojas de roupas havia lanchonetes, lojas de discos, óticas, duas sofisticadas lojas de material fotográfico e revelação, até hoje no sub-solo, paradas no tempo das Olimpus e NikonŽs de filme e até mesmo dos flashes com lâmpadas.
Porém com a inauguração dos primeiros shoppings de verdade por perto, como o Rio-Sul e a decadência do comércio de Copa nos anos 80 o prédio sentiu e entrou em decadências, muitas lojas fecharam e o terceiro piso ficou muitos anos sub-utilizado.
Hoje com o Metrô e a valorização acelerada das salas comerciais no topo do prédio, que tiveram um grande acréscimo monetário, pois são de grande tamanho, algumas passando dos 80 metros quadrados; a galeria vive uma nova modificação de uso, voltamos a ter lojas de roupas mais novas, mas é na prestação de serviço que o CCC vem se especializando.
A fachada sofreu grandes modificações ao longo dos anos, sendo a maior nos anos 70 quando vitrines avançadas de acrílico foram colocadas nos andares superiores das galerias comerciais, tendo sido retiradas nos anos 90, voltando a fachada a ser muito próxima a mostrada nessa foto dos anos 50.
On March 19 2008
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jason_1900
On 22/03/2008
Acho que vou ali no Disco do Dia, só pra puxar assunto com a lourinha de imensos olhos azuis-cristalinos que atende no balcão.
claude_photos
On 22/03/2008
Outro dia decidi entrar e investigar tudo que ele contém. Para fotologs , somente dizer que entrei, de resto nada.
guscar2
On 20/03/2008
É traição da minha memória, provocada pela referência ao incêndio agora ou até hoje ainda é possível sentir o cheiro de queimado e ver as manchas de chamusca nas paredes? A mesma impressão tive quando entrei no centro há uns sete anos.
jban
On 20/03/2008
Eu tb não entro nem passo por aí há tempos !!!! E o Boni's em frente.... Bons tempos !
logolds
On 19/03/2008
Às vezes vou lá comprar miçangas. Nem faço muita coisa com elas, mas tenho uma fascinação por lojas de material para bijuterias, aquele monte de bolinhas.
tumminelli
On 19/03/2008
Esse prédio faz parte da minha vida de criança. Meus pais tiveram consultório aí por 16 anos. Porém meu pai já estava neste prédio (antes de casar-se com minha mãe) .
A sala comercial deles era enorme e foge dos padrões das salas comerciais. Podia-se muito tê-la como residência.
Recordo-me de nos anos 70 um incêndio ter destruido a sobre loja do CCC. Vimos o combate às chamas da rua.
:-)
luiz_o
On 19/03/2008
Não me consta que as salas comerciais tenham aumentado de valor nos últimos anos.
O preço continua baratíssimo.
Dois ilustres fotologueiros tiveram seus consultórios médicos neste prédio, durante muito tempo.
E a loja de discos do 2º andar fez um sucesso estrondoso nos anos 60.
famadas
On 19/03/2008
Adorei o post! Quanta saudade! Faltou falar dos 2 grandes incêndios. O maior na década de 70. Tenho uma recordação de lá, muito estranha, do ano de 1973 (mais ou menos). Minha mãe estava numa loja e eu (devia ter uns 9 anos) entrei numa sala que parecia um consultório médico, mas muito escura. Na ante-sala havia na parede um grande olho e havia uma luz azulada. O resto da sala era escuro. E havia um corredor de neom que parecia não ter fim. De repente abriu uma porta lá dentro e eu saí correndo pra minha mãe. Parecia um daqueles episódios de Além da Imaginação. kkkkkkk