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Não sabe exatamente o que aconteceu, juntou os pedaços embrulhou em alguns jornais velhos e pensou o porquê Cristian ainda guardava esse tipo de papel, conhecendo-o bem se ele lê algum tipo de notícia, seria na internet, e não em algo que vai jogar fora depois.

Deixou o embrulho no canto do banheiro, e tratou de arrumar a casa, o congresso seria só no outro dia, lavou a louça limpou o chão, em todos os cômodos menos o quarto. Uma lembrança veio a sua mente quando passou pela cozinha outra vez: Cristian dizia que: “as tarefas da casa seriam divididas meio a meio, que não tinha intenção de dividir a vida com uma mulher do século 19, que queria uma companheira no trabalho, na vida e tudo mais, que são justas as atribuições de uma casa cair apenas nos ombros da mulher...”! Quem hoje em dia diria isso? Por mais piegas que possa soar a frase, partindo do senhor Malta era verdade, ele nunca deixou que ela viesse a se sentir uma Amélia – a Mulher de verdade.

Sua tarde foi ocupada por isso, sabia que ganharia uma senhora bronca por ter feito isso, mas gostou do resultado. Achou que a casa voltava a ter um ar de LAR.

Abriu a mala e pegou algumas revistas pra ler, ela teria uma falação ou espécie de discurso no Congresso, queria falar bem... Pensou se seria interessante convidar Cristian para acompanhá-la. Tratou de colocar as idéias no lugar, anotar algumas citações, e ler de novo o programa horário.

Não era a melhor idéia, mas sentiu uma vontade enorme de entrar no quarto que seria do bebê de novo. Dessa vez sentou-se em um dos cantos. E entendeu porque perdeu a noção do tempo naquela hora, o tempo havia parado por aqui. É a única parte do apartamento que estava exatamente igual desde que saíra.

Dessa vez não ficou muito, foi quando saiu do quarto do bebê e viu a porta do quarto do casal, que pensou e com convicção decidiu entrar. A cama, guarda roupas, criado mudo, escrivaninha estavam exatamente no mesmo lugar, se ajoelhou em frente a cama, as imagens daquele dia estavam passando na sua cabeça, mas procurou pensar nas coisas boas e bonitas que vivera naquele cômodo.

Levantou-se, abriu o guarda roupas, viu a cuecas de ursinho que havia dado a Cristian de presente de ‘inimigo secreto’, brincadeira essa criada por sua mãe, quando eles foram visitá-la. Cristian havia dado a então sogra uma pulseira que vibrava e tocava uma música, a maldade do presente era que a música só parava de tocar quando a pilha, de relógio, acabasse, ou alguma alma caridosa o jogasse na parede.

Identificou quase todas as roupas, com exceção a uma ou duas, lembrava inclusive o dia que elas foram usadas. Cristian tinha bom gosto, apesar de preferir as roupas casuais de domingo. Viu que o seu lado do guarda roupas não havia sido ocupado, e entendeu isso como uma forma de respeito. – Será que ele sabia que eu algum dia iria voltar? – pensou em voz alta – E será que é justo eu voltar? *agora se colocando em silêncio.

Foi quando deitou na SUA cama de novo depois de anos... Colchão macio, travesseiros gelados, o sol do fim de tarde dando espaço para o escuro fez seus olhos cerrarem. Antes disso uma lágrima correu pelo rosto. Adormeceu.

Sentiu as mãos de alguém percorrer seus braços, pescoço, cabelo. Aquilo era tão bom que mostrou um sorriso. Cristian a acordara com um misto de felicidade e culpa, não queria que ela se sentisse mal por estar ali.

- Que horas são? Será que dá tempo de eu tomar um banho rapidinho? – perguntou ela ainda deitada.

- São 3 horas da manhã... – respondeu ele apontando para o relógio de cabeceira - Já que a senhorita tava dormindo tão gostoso, eu resolvi pedir o “rango” pelo telefone e comermos assim que a mais do que bela adormecida, acordasse.

- Desculpa - Ela já estava se acostumando a perder a hora naquele lugar.

Foi um jantar animado, Laila perdeu a prática em comer com os hashis, e isso era motivo de piadas, não que Cristian dominasse a comida com os pauzinhos, mas não deixava cair o molho na toalha. Depois de comerem, recolherem as coisas, começaram as obrigações de limpeza da casa.

E quando estavam terminando que olhares se encontraram de novo, Cristian segurou a mão dela, e...

Continua...






On September 18 2009 1 Views



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viking_criciuma On 20/09/2009

daew garotão


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justanothergirll On 20/09/2009

eee???????????????????????????????/

ahahahah]


“Nosso valor é dado antes por nossas boas ações do que pelas belas emoções que sentimos” (Elias Magoon (1810-1886), reverendo americano).


bjão


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clau_asa Goldcam On 20/09/2009

Coisa estranha né? Quando encontrei vc no farol da Paulista fiquei emocionada, tipo com lagrima nos olhos (Tô ficando velha mesmo...) E a senhora que estava do meu lado ficou arrepiada... rolou uma energia muito positiva....
Adorei te ver!

Bom domingo!


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t1460 On 19/09/2009

Não sei se teve alguma coisa no Manga Rosa, mas não tem muita coisa aproveitável ultimamente lá.

Só fui ler agora, de madrugada!


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