O que será que há de errado com nossas vidas? Por que a vida alheia parece sempre ser mais interessante do que a nossa? Nos contentamos com o papel de meros espectadores e esquecemos de protagonizar os momentos mais importantes. Assistimos e não participamos. Falamos sem se preocupar se seremos ou não escutados. Entregamos nossas vontades à liquidez do tempo e a mercê do entendimento alheio. Não conseguimos firmar nossas idéias com certa totalidade, do modo como queríamos que ela fosse compreendida pelas pessoas. As pessoas deveriam viver as experiências sempre que possível em vez de apenas filosofar sobre elas. Deveriam consultar seus cérebros antes de apontar o dedo e fazer especulações sobre os outros. Por que é tão atraente a idéia de sentar e se tornar um observador? Aonde foi parar a vontade de caminhar com as próprias pernas? Passamos horas conectados à Internet vigiando outras vidas. Desperdiçamos tempo acreditando que estamos conectados diretamente à outros corpos, que estamos abraçando, beijando e sentido. Isso não é uma crítica à Internet. Ela é uma poderosa ferramenta de informação que nos possibilita conhecer pessoas de lugares distantes, obter informações diversas, conhecer bandas, filmes e livros que talvez nunca poderíamos apreciar. É uma fonte geradora até de empregos. O que eu quero dizer é que seria muito mais proveitoso e prazeroso trazer as experiências o máximo possível para o campo real. Tornar a inspiração visível, audível e tocável. Podemos pensar em ser em vez de pensar no poderíamos ser. Deleitam-se em seu próprio prazer. Alcancem o moksha com suas próprias experiências. Divulguem suas próprias idéias. Façam seu próprio dia. Façam as coisas acontecerem pra vocês mesmos, na sua casa, no seu prédio, no seu bairro, na sua cidade. Parta do micro para o macro e não o caminho inverso, que com certeza é muito mais difícil. Enxerguem atráves de seus próprios olhos. Vivam suas próprias vidas independente do quão estúpida ela pareça se desenrolar, e se isto não for o suficiente, não invada a privacidade e não interfira na felicidade dos outros. Uma questão simples de respeito. Todavia, respeito não é uma regra. Tem coisas que eu não concordo mas respeito, assim como há coisas que eu não concordo e não respeito. E todas as coisas que eu não respeito(não são pessoas, são idéias e direcionamentos que não vem ao caso citar) me atingem direta ou indiretamente. Portanto, não há sentido em não manter o mínimo de respeito por algo ou alguém que não acrescenta e/ou não subtrai nada na sua vida. Essa é uma crítica pouco impactante direcionada para qualquer pessoa que não saiba fazer uma auto-análise antes de fazer críticas, especulações e/ou ameaças sobre outras pessoas. A vida é uma só, portanto viva a sua sem interferir na de outras pessoas, principalmente das que você não conhece ou não mantém nenhuma relação. Reforçando que isso não é nenhuma lição de moral e ética.
Agora eu gostaria de trazer o foco para o hardcore/punk. Eu comecei a me envolver com o hardcore, entre outros motivos, pelo deslumbre da auto-afirmação e libertação que este meio oferecia. Minha visão era a de que as pessoas poderiam participar de algo já existente, com suas músicas, ideologias, cultura, e essencialmente, serem elas próprias. As pessoas poderiam trazer suas próprias idéias, sem interferir no espaço do outro e sem deturpar o que já existia e estava sendo oferecido. Eu não sou um cara antigo no hardcore. Não sou lá um grande conhecedor de bandas e histórias. Mas eu sei o que é essencialmente, eu vivo isso, eu gosto disso. Tem muito cara que entrou no hardcore há um ano que tem um ponto de vista mais concreto e crítico do que caras estão no hardcore há dez, por exemplo. E vice-versa, e vice-versa. Espero que isso não tenha ofendido a ninguém. Pessoas são variáveis e nada é regra. O punk me fez ter uma opinião críticas em relação aos acontecimentos que me rodeiam. Grande parte do que sou foi transformado em função de estar envolvido com o hardcore, com a contra-cultura. É uma verdadeira base, aonde os pensamentos e idéias são fundamentados. Espero não estar soando ridículo para os amantes de Dead Fish e Dance of Days(nada contra as bandas e ouvintes). O que eu quis dizer com essa passagem, é que o hardcore se tornou muito acessível. Ficou muito fácil adquirir tal rótulo. Calma, calma pessoal. Eu não sou mais um daqueles chatos que acha que o hardcore deveria permecer com as portas fechadas e só entra quem souber dizer todas as formações do Black Flag. Pelo contrário, eu acho positivo que mais pessoas conhecem o hardcore em sua totalidade, que vivam isso o máximo que puderem viver. Minha crítica no entanto, é acerca da comodidade. Muitos ficam esperando uma nova banda pop aparecer e se auto-rotular hardcore. Daí então as pessoas pensam: "Porra, isso é hardcore? Então eu curto hardcore."
On October 13 2006
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sttonemusic
On 08/04/2010
"Quanto mais só tu se sentes a vida lhe mostra o caminho a seguir..e é bem melhor, diferente, seguir o caminho e abrir o coração!"
@lenowsttone
vinicius00
On 02/08/2007
Quieres conocer la lista inversa de FF's
de cualquier usuario?
Consultalo en http://knowho.net
Actualizado!!
eduardobranco7
On 27/07/2007
Quieres saber quien
te apunta el fotolog?!?!?!
consulta quien te tiene en F/F en su fotolog
en http://knowho.net
djclick
On 29/12/2006
Oláááá alterrrrr!\t\tCurti essa foto!\t\tHey, vc vai estar em Sampa esse final de semana?\t\tPorque neste próximo sábado vai rolar a última grande festa rocker do ano c/ 11 DJs, é a Celebration Rock Party 2007!Entra no meu flog e saiba mais. Te vejo lá! ;)
ex alter ego batera
On 29/10/2006
sobre o comentario aew de cima,a banda acabou msm naum tem volta, por falta de tempo dos integrantes e por outras coisas q naum vem ao caso comentar aki.
_aponi_
On 28/10/2006
Creio que os ideais foram deixados de lado,aquelas velhas pergunta,como ,onde,quem,por que isso começou...Aquele prazer pela busca,não só pela internet,mas por pessoas envolvidas a mais tempo na coisa.Torna-se mais fácil aceitar algo que já é te posto de bandeija e é ai que se joga no buraco.Parece que as pessoas deixaram o seu senso crítico ser desligado...A banda acabou,mas creio que os ideais não.Boa sorte.
offsfx_
On 25/10/2006
acho que minha visao mudou bastante nesses anos de hc...acho tbem que esse negócio de viver em funçao de um estilo musical é pra poucos, talvez nao pra mim..oq eu sempre admirei no punkhc é o conteúdo sincero das músicas, em dizer exatamente o que se pensa, ainda que seja uma bobagem ou algo sem sentido certo...é claro que o que mais se destaca e me marcou é o teor crítico de sociedade e política, que é muito raro se encontrar em qualquer outro estilo musical com tanto sentimento.. dizer o que é preciso ser dito é preciso e pouca gente o faz. muito pequeno é o numero de pessoas que os ouvem, menor ainda quem dá importancia, menor ainda quem tenta fazer a diferença ao perceber o quanto tudo anda errado.eu estou cansado de viver em torno de quem nao se importa com o sentimento de mudança, mas com os benefícios financeiros que a "cena" pode trazer. estou cansado quem nao se importa com o sentido das músicas, que nao entende a filosofia de vida que está por tras. nao culpo ninguem pq é assim com qualquer estilo, mas eu julgava que aqui seria diferente.acho que xingar uns aos outros e brigar quando se está bêbado na festa nao é atitude de quem tem um ideal revolucionário, é só se manter patético como a raça humana tem sido e tem piorado ao longo de seus avanços...seus atos dizem tudo sobre vc. Nao seja patético como os outros e aprenda a fazer alguma diferença para alguém.o último comentário do arthur diz muito doq eu penso.
Valéria (chispytta)
On 13/10/2006
aff... isso ja era de si esperar.artû, cade tu guri? nunca mais ti vi,bjo meninos, apareçam,x]
Euclydes - Dexter - CONFIRMADO !!!!!!
On 13/10/2006
4º FESTIVAL VILA MARINHODia 18/11/2006 Apartir das 20 HorasAtrações:AVES DE RAPINA - NDA33 - POEMA DE RAVEL - DEXTER CHAPADOSNATH - BLODIA - CREPÚSCULONA ESTRADA DO BOMBEAMENTO Nº 25 EM FRENTE AO ESTALEIRO EIRIN AO LADO DA ESTAÇÃO DO BUS 121 E 013oNIBUS 121 - T1 E 013 NO T2ENTRADA A 5 REAIS HOMEM E MULHER NÃO PAGA !ENTRADA LIBERADA ATÉ AS 20:30 NÃO PERCA.Mais infos no <A HREF="http://www.fotolog.com/dexterchapado" TARGET=_top>http://www.fotolog.com/dexterchapado</A>
alter_ego_hc
On 13/10/2006
É tudo uma questão de estar insatisfeito e querer fazer algo pra alterar essa insatisfação. Deixar a ação tomar o lugar da apatia. Ora se divertir, ora ser ávido, agir, construir, mudar, permanecer. Isso é válido para o hardcore/punk, e pra vida também. Ir atrás do que se quer ter e não deixar que a vida passe em vão.*Sintam-se livres para corrigir qualquer merda que eu tenho dito, bem como erros de grámatica e concordância.Alter Ego já não existe mais. Mas as pessoas continuam e vivas e gostando de música.by ärtü ( firstnamepluslastname@gmail.com )
alter_ego_hc
On 13/10/2006
O ponto é que não deve haver generalizações. Muitas vezes as pessoas deixam de se conhecer pelo fato de a outra pessoa estar inserida em um contexto que a primeira pessoa repudia. Deve haver um troca de experiência, uma conversa, uma idéia. Será que isso fluiria? Eu não sei. Eu não consigo separar hardcore de punk nem punk de hardcore. Até porque é uma grande pretensão fazer isso, e acho que quem o faz está errado. Gosto até de falar punk/hardcore quando vou me referir a toda coisa. Eu acho positivo a criação de zines. Panfletos sobre anarquia, textos sobre veg(an)etarianismo, debate sobre ponto de vista libertário, resenha de bandas e filmes, textos informativos em geral. Montem suas próprias bandas, façam suas próprias músicas. Se reuna com seus amigos, discuta sobre suas idéias.
alter_ego_hc
On 13/10/2006
Trazendo a visão agora pra minha cidade, Manaus. O que é preciso pras coisas acontecerem por aqui? Não é uma pergunta que precisa necessariamente ser respondida, até porque perguntas desse gênero costumam gerar intermináveis e estafantes discussões. Não quero debater acerca de intrigas nem dizer que é preciso haver união entre as bandas. Eu acho até um tanto patético essa retórica de que deve haver união. Ninguém é obrigado a gostar dos caras da banda X e nem do tipo de som que eles trampam. Mas respeitar é essencial. E saber ouvir críticas também é essencial. Eu comecei a andar nos shows de hardcore aqui de Manaus no ano de 2004, mas não sou burro a ponto de não conhecer as dificuldades que haviam nos anos passados. O que me intriga, é que me parece que tudo já foi mais "forte". Havia mais pessoas indo aos shows. Mais pessoas indo e gostando dos shows. Mais pessoas indo, gostando e se matando nos shows. Parece que as pessoas simplismente enjoaram dos shows. Por que? Por que? ... Eu acho que seria muito positivo se o hardcore voltasse (ou seria começasse?) a ter proximidade com o punk. O que também é complicado, porque eu sei que rola um certo preconceito dos punks com o dito pessoal do hardcore e vice-versa. E eles não estão totalmente errados, bem como não estão totalmente certos.
alter_ego_hc
On 13/10/2006
A mídia tornou o termo hardcore uma coisa simplista, como se fosse um novo estilo da garotada, a nova moda, os novos ídolos. O buraquinho, meus amigos, se encontra lá nos anos 70/80. Hardcore surgiu do punk e até hoje no punk está. Provavelmente quem está lendo isso tem Internet e tem como ir atrás das bandas que construiram o que é realmente o hardcore. Em vez de dar tapão na cabeça e chamar de emo, tem que instigar essa molecada a ir atrás de Black Flag, Dead Kenneds, Minor Threat, Agnostic Front, Bad Brains, Rattus, Lama, Mob 47, Anti-Cimex, só pra citar algumas bandas importantes. Quem realmente gosta e interage, vai permanecer, quem não, vai deixar a rebeldia acabar à medida que a maturidade vem dando os seus sinais. Quem nunca escutou algo tão bosta que hoje até tem vergonha de contar que escutava? Minha intenção não é a de querer manipular as pessoas ou dizer que elas estão erradas em suas afirmações. Minha pretensão é não ter pretensão. A busca de alterar a realidade sempre resiste no coração de quem acredita que a vida pode ser mais do que ela é.