Essa imagem é continuação da anterior, em http://www.fotolog.com.br/abelmoreira/68067905.
A exibição da foto em partes dá a impressão de estarmos assistindo a um show de strip-tease. Mas isso permite quebrar um pouco a limitação na resolução do fotolog em 500x500 pixels, e o texto em anexo fica melhor documentado.
Em primeiro plano vemos o pouco do que restou do Morro do Castelo. Esse pequeno monte de terra foi posteriormente lapidado para dar forma à pequena homenagem ao berço da cidade, e que podemos apreciar ainda hoje, atrás do terreno da Santa Casa: os primeiros metros da antiga Ladeira da Misericórdia. Nessa foto, ainda permanece uma antiga construção na beira do precipício.
A linha de árvores que corta o meio da foto delimita a Avenida Presidente Antonio Carlos.
Ao fundo, da direita para a esquerda:
- Escola Nacional de Belas Artes (com cúpula característica).
- Edifício Itaúna (fachada branca).
- Sede da ACM (se confundindo com o Edifício Itaúna).
- Biblioteca Nacional (daqui parece um castelo).
- Atual edifício-sede do INSS (linhas horizontais).
Ainda mais ao fundo vemos os edifícios na Cinelândia, alguns em construção, com gabarito alto.
Guardadas as devidas proporções em relação aos dias atuais, essa área do Centro era considerada muito perigosa, sem policiamento, onde poucas pessoas se atreviam a atravessar a pé. De carro, era um atalho entre as duas metades em que essa região ficou separada. Percebemos, por outro lado, um potencial para a realização de grandes eventos, como veremos na próxima foto.
On September 06 2009
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abelmoreira
On 08/09/2009
É isso aí, JBAN. Dinheiro público que vira particular legalmente, graças a obras absurdas. Do Morro do Castelo à Cidade da Música são quase 100 anos de picaretagem!
jban
On 07/09/2009
Vendo essas fotos e como está hoje em dia, fico com a certeza que poderíamos ter deixado uma pequena parte do morro intacta, do lado da Misericórdia, como testemunho do berço da cidade. A própria Rua da Misericórdia deveria ter sido salva em sua maior parte. Essa área toda vazia é a prova que o Morro do Castello foi derrubado por interesse econômico pela obra em si e não estava inserido em qualquer plano sério da cidade.
andredecourt
On 06/09/2009
Esse pedaço deveria estar alinhado com o Beco do Guindaste, e foi sendo estirpado aos poucos durante uns 30 anos. Essa região também era usada como bolsão de estacionamento quando se proibiu, nos anos 30 parar o carro na Avenida. Media muito criticada pela "lonjura" das ruas do Castelo
abelmoreira
On 06/09/2009
A invasão dos circos, mafuás e transatlântico ocorreu no ano seguinte a essa foto, como já vimos anteriormente